sábado, 29 de novembro de 2008

Santa Catarina à espera de donativos

Foto: Wilson Dias/ABr
Por Jorge Alexandre Machado

Com 27.410 desalojados e 51.297 desabrigados, várias cidades de Santa Catarina estão à espera de donativos para distribuir às vítimas do temporal que provocou mortes, alagamentos e deixou milhares de famílias sem lar.

Até hoje (29), segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, o saldo é de 109 mortos, 19 pessoas desaparecidas e muita destruição em vários municípios. Ilhota e Blumenau são os municípios com o maior número de óbitos registrado: 37 e 24, respectivamente. O governo decretou estado de calamidade pública em 14 municípios: Benedito Novo, Blumenau, Brusque, Camboriú, Gaspar, Ilhota, Itajaí, Itapoá, Luis Alves, Nova Trento, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó. No total, 1,5 milhão de pessoas sofreram os efeitos das chuvas no Estado.

Em Brasília, a campanha “SOS Santa Catarina, Brasília Solidária”, promovida pela Defesa Civil do Distrito Federal, já arrecadou duas toneladas de doações. Lançada no dia 27, a iniciativa também contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Cruz Vermelha. “A campanha mal começou e nós já temos mais de duas toneladas em alimentos, roupas, calçados e materiais de higiene pessoal, arrecadadas de ontem para hoje”, informou a gerente de proteção comunitária da Defesa Civil, Edna Gonçalves.

No Distrito Federal, há postos de arrecadação em todas as cidades satélites e no Plano Piloto. De acordo com a Defesa Civil, as doações podem ser entregues em todos os quartéis da Polícia Militar, delegacias, unidades do Corpo de Bombeiros, estações do metrô, unidades do Serviço Social do Social do Comércio (SESC) e Administrações Regionais do Governo do Distrito Federal, além dos postos Na Hora (serviço do GDF criado para atendimento ao cidadão).

No Rio de Janeiro, um grupo de escoteiros de Copacabana, distribui panfletos, pedindo a população que faça doações. Eles pedem água potável, alimentos não perecíveis, além de roupas e agasalhos e material de higiene pessoal. Somente na sexta-feira (28), foram enviadas quatro toneladas de donativos. Além dos alimentos, uma carreta partiu do Rio de Janeiro também levando roupas, brinquedos e eletrodomésticos.

São Paulo também dá sua contribuição. Partiram hoje (29), da capital paulistana, cinco caminhões carregados de doações. São 26 mil litros de água, 26 mil peças de vestuário, 500 cobertores, três mil quilos de alimentos e três mil produtos de higiene pessoal. A Sabesp enviou, na última quinta-feira, 27, cerca de 48 mil litros de água. Já a TV Cultura promove no próximo domingo (30), das 20h às 22h, no Anhembi, um grande show aberto ao público. O "SOS Santa Catarina"reunirá grandes nomes da MPB que solicitarão doações de cobertores e garrafas de água.

Segundo a Defesa Civil, a arrecadação em dinheiro já contabiliza R$ 3 milhões, mas os prejuízos só com o turismo estão estimados em R$ 120 milhões. A Defesa Civil de Santa Catarina orienta as pessoas dispostas a realizar doações para as vítimas das chuvas no Estado que dê prioridade aos alimentos que não precisam de preparo. Além de comida também são necessários água, roupas, sapatos, cobertores, colchões, fraldas e material de higiene.

Informações sobre a situação das rodovias estaduais podem ser obtidas pelo site do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual ou pelo número 198. As condições da BR-101 podem ser verificadas gratuitamente pelo telefone 0800 603 0101.


SERVIÇO:

Informações da Defesa Civil

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Crianças agredidas se sentem culpadas

Por Jorge Alexandre Machado

Um estudo da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), da USP, conclui que as crianças se acham culpadas pelas agressões sofridas, mesmo quando não fizeram nada. Segundo a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), na maioria dos casos de violência doméstica contra a criança, a mãe é a principal agressora. “Já os motivos da violência são vários: os pais descontam nos filhos seus traumas, problemas e frustrações. A violência é uma forma de tentar extravasar os problemas e o estresse da vida”, comenta a historiadora Mirian Botelho Sagim.

Conforme relata a ANDI, a tese de doutorado apresentada por Mirian analisou a violência contra crianças e adolescentes no ambiente familiar. Ela mostra que as agressões no ambiente familiar podem ter consequências na vida fora de casa e que as crianças e adolescentes agredidos tornam-se pessoas violentas. A criança considera aquilo normal, "pois não tem modelos positivos em casa como referência".

A pesquisadora avalia que "alguns casos de agressões crônicas evoluem para um quadro de tortura, no qual o pai ou a mãe agressores usam de métodos hediondos para punir os filhos. São casos de queimaduras, choques elétricos, instrumentos de tortura, crianças amarradas, acorrentadas, entre outros. Muitos deles acabam no hospital, com fraturas, queimaduras e traumas profundos".

Outro ponto observado é que o impacto da violência psicológica é muito maior do que a agressão física. "A violência física dói, mas passa, e a criança acaba esquecendo. Já a violência psicológica fica na memória e a criança carrega consigo por muito tempo", esclarece Mirian.

Ela acredita que a formação de grupos de apoio à família, atuando nos bairros, evitaria o agravamento do problema. Segundo a pesquisa, "a conversa é uma das melhores formas de tratar o problema. As crianças e adolescentes entrevistados afirmam que o dia mais feliz do ano é, nesta ordem, o Natal e o dia em que não apanham".

A quantidade de episódios de violência contra a criança assusta, mas a prevenção não existe, só se atua quando há denúncias, maus-tratos, ou até mortes e, nesse caso, nada mais se pode fazer. Quem sabe chegará o dia em que no pré-natal, além dos exames de praxe, os pais serão submetidos a avaliação psicológica e se houver indícios de comportamentos tendentes à violência eles sejam submetidos a tratamento e acompanhados para a proteção dos que são os maiores alvos da agressão doméstica e ainda se sentem culpados por isso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sonda em órbita de Júpiter

Ilustração: Nasa/JPL
Por Jorge Alexandre Machado

A agência espacial norte-americana, Nasa, divulgou uma nova missão com o objetivo de estudar o maior planeta do Sistema Solar: Júpiter. Ela lançará a sonda Juno em agosto de 2011, no Cabo Canaveral, na Flórida que deverá chegar ao planeta em 2016. Em um ano serão 32 órbitas em volta de Júpiter, a cerca de 4,8 mil quilômetros acima da camada de nuvens mais alta.

A densa cobertura gasosa de Júpiter esconde segredos dos processos e das condições fundamentais verificadas nos primórdios do Sistema Solar. “Júpiter é o arquétipo dos planetas gigantes em nosso Sistema Solar e se formou muito cedo, capturando grande parte do material que sobrou após a formação do Sol. Diferentemente da Terra, a gigantesca massa de Júpiter permitiu que o planeta mantivesse sua composição original, o que nos oferece uma excelente maneira de traçar a história do Sistema Solar”, disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão no Instituto de Pesquisa Southwest, em San Antonio.

Os astrônomos querem investigar a possível existência de água, além de explorar a campo magnético do planeta e a constituição química de sua atmosfera. Como o Sol, Júpiter é composto principalmente de hidrogênio e hélio.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Amazônia a caminho da desertificação

Por Jorge Alexandre Machado

Se houver desmatamento de mais 30% na Amazônia, as mudanças no bioma serão irreversíveis, com a extinção da parte oriental da floresta. Hoje cerca de 20% da cobertura original já foi destruída. A informação é da Agência FAPESP, baseada em um novo modelo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O modelo foi defendido na tese de doutorado de Gilvan Sampaio, em março, no Inpe, e apresentado pelo pesquisador, na semana passada, na Conferência Internacional Amazônia em Perspectiva, em Manaus.

Sampaio avalia que, se o desmatamento chegar a 50% da área original da Amazônia, a região leste da floresta se transformará em savana e o Nordeste do país também sofrerá impactos, com avanço acelerado da desertificação. “Descobrimos que um desmatamento acima de 50% estabeleceria um novo estado de equilíbrio na Amazônia, dando ao bioma uma configuração irreversível. Essa cifra representa a transição para um ponto sem retorno”, disse Sampaio à Agência FAPESP.

Estudos não faltam para alertar sobre o perigo do desmatamento que cresce de forma acelerada na Região Amazônica, o que faltam são ações concretas para deter esse processo desenfreado. Enquanto isso, as autoridades parecem não querer enxergar a dimensão do problema e até tentam convencer a sociedade de que o desmatamento está diminuindo ou segue sob controle. Talvez estejam vendo miragens que, é bom lembrar, são típicas de paisagens desérticas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Alta do dólar reduz viagens ao exterior

Por Jorge Alexandre Machado

Com a alta do dólar os brasileiros estão viajando menos para o exterior. É o que fica evidenciado nos dados do Banco Central do Brasil que mostram gastos de US$ 774 milhões, em outubro, enquanto no mês de novembro, até hoje (24), as despesas estão em US$ 435 milhões.

Comparadas com outubro de 2007, houve redução nas despesas de 15% . Considerando ainda o aumento de 10% nas receitas (gastos de estrangeiros no Brasil), na mesma comparação, os resultados da conta de viagens internacionais, negativa em US$ 295 milhões em outubro, caiu para US$ 113 milhões, pelos números parciais do mês de novembro. No acumulado, de janeiro a outubro, a conta de viagens ficou negativa em US$ 4,948 bilhões, contra US$ 2,576 bilhões no mesmo período de 2007.

Com a desvalorização do real, em relação ao dólar, o mercado de turismo espera crescimento nas viagens pelo Brasil, seja de estrangeiros ou mesmo de brasileiros que estão avaliando que, no momento, conhecer o país passou a ser a melhor opção.

domingo, 23 de novembro de 2008

Coração exige boa música

Por Jorge Alexandre Machado


A música pode fazer bem ao sistema cardiovascular, mas para isso tem que ser do gosto do ouvinte. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Nova Orleans.

Isso ficou evidenciado quando voluntários escolheram músicas que lhes davam sensação de bem-estar. O resultado foi a dilatação dos vasos e o aumento do fluxo sangüíneo. Já as “estressantes” produziam contração dos vasos e redução no fluxo sangüíneo. “Havíamos demonstrado anteriormente que emoções positivas, como o riso, são boas para a saúde vascular. Desta vez, decidimos verificar se outras emoções, como as evocadas pela música, teriam efeito semelhante”, comentou Michael Miller, professor da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e um dos autores do estudo.

De acordo com a agência FAPESP, o estudo mostrou que "o diâmetro dos vasos sangüíneos analisados aumentou 26% após a fase de audição de músicas alegres e contraiu 6% após os voluntários ouvirem música que os deixavam ansiosos. O aumento foi maior do que nas fases de relaxamento (11%) e de assistir a vídeos que estimulavam risadas (19%)".



Com o lixo musical que anda circulando por aí, é bom tomar cuidado porque agora sabemos que além dos ouvidos as baixarias podem fazer mal também ao coração.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pílulas para exercícios físicos

Para os preguiçosos de plantão, sedentários convictos, uma boa notícia: cientistas desenvolveram uma droga que simula os efeitos de exercícios físicos e aumenta a capacidade do corpo de queimar gordura, conforme divulga a Revista Sicentific American. Ela afirma que "camundongos de laboratório sob efeito dessa substância correram na esteira 40 % a mais que os do grupo de controle ".

"A droga engana os músculos fazendo com que `acreditem` que estão se exercitando," declara Ronald Evans, biólogo de desenvolvimento do Instituto Salk para Estudos Biológicos, em La Jolla, Califórnia. Ele acha que, portanto, é possível se criar um "equivalente farmacológico para o exercício".

A aplicação mais útil da droga, chamada AICAR, é a possibilidade de utilização também no tratamento de perdas musculares, como a distrofia muscular e doenças metabólicas tipo o diabetes. Ela ajuda o corpo a metabolizar o açúcar do sangue.

No entanto, para quem não gosta de esforço físico e aplaudiu a descoberta, Laurie Goodyear, professora e pesquisadora da Harvard Medical School do Centro Joslin de Diabetes, alerta: "nenhuma pílula pode reproduzir todos os efeitos benéficos do exercício para o corpo humano".

Se a moda pega, malhar agora vai ser em posição de repouso, desde que os músculos "acreditem" na pílula da preguiça.

domingo, 5 de outubro de 2008

Constituição Cidadã completa 20 anos

Foto Arquivo Abr
Por Jorge Alexandre Machado


Após 19 meses de muita discussão e debates, 341 seções e 1029 votações, 559 deputados e senadores concluíram, há 20 anos, completados hoje, a Constituição Brasileira, chamada na oportunidade de Constituição Cidadã, pelo deputado Ulysses Guimarães, que comandou os trabalhos.

Originalmente com 245 artigos e 70 disposições transitórias, a Carta Magna já foi objeto de 62 emendas e ainda estão pendentes regulamentações de diversos dispositivos. À época da promulgação, o país havia acabado de sair de uma ditadura militar, tinha uma inflação galopante e uma economia extremamente fechada. De lá para cá, o país passou por crises políticas, institucionais, econômicas e a Constituição teve papel preponderante na superação desses problemas e na consolidação do Estado Democrático de Direito.

O sonho da nova Constituição, de varrer do país o autoritarismo impregnado nas regras do regime militar, começou na campanha de Tancredo Neves para a Presidência da República. Ele desejou a nova Constituição, mas morreu antes de conseguir levar a frente este sonho. O sucessor, José Sarney, é que convocou a Constituinte e Ulysses Guimarães, melhor amigo de Tancredo, promulgou a nova Constituição brasileira, em 5 de outubro de 1988, às 15h54.

O povo também teve participação expressiva. Ainda sob o efeito da derrota da campanha pelas "Diretas-Já", que queria eleição do presidente da República, em 1984, pelo voto popular, a população canalizou suas energias para a Assembléia Nacional Constituinte. Ulysses, inclusive, comentou que o texto constitucional buscou consolidar 61.020 emendas, além de 122, de caráter popular, algumas com mais de 1 milhão de assinaturas.

Com a nova Constituição os direitos políticos dos cidadãos foram ampliados. Acabou a restrição ao voto do analfabeto, passou a ser possível o voto a partir dos 16 anos, foram instituídos o plebiscito e o referendo, além dos conselhos de políticas públicas.

Por outro lado, o texto constitucional, quando em fase de elaboração, preocupava alguns, como o então presidente José Sarney que dizia que o país se tornaria ingovernável. O economista Mário Henrique Simonsen, também expressava o seu temor de que o futuro do Brasil pudesse vir a ser comprometido pelo papel que ele achava que a Constituição dava ao governo de grande provedor da nação. Simonsen escreveu uma vez: “é precisamente na preservação desse sistema de favores, pelo qual o Congresso finge acreditar na possibilidade de o Estado resolver todos os problemas nacionais, que está o mais sério risco para o país”.

Se por um lado os dispositivos constitucionais geraram benefícios sociais, por outro colocou um peso financeiro considerável para o Estado brasileiro. As despesas do governo, incrementadas com as obrigações sociais decorrentes da Constituição, sem contar o pagamento de juros, passaram de 14% para 24% do PIB entre 1991 e 2006.

Na área da Previdência Social, mais encargos. Os constituintes aprovaram a aposentadoria até para quem não contribuía e vincularam o reajuste ao do salário mínimo. Resultado: em dez anos o déficit previdenciário totalizou perto de meio trilhão de reais. E o que o governo fez então para honrar esses gastos? Mais impostos. Em 1988, a carga tributária estava estimada em 20% do PIB. Hoje ela alcança 37%, um dos níveis mais altos do mundo.

O Congresso, após a constituinte, nunca mais reuniu tantos líderes de classe, intelectuais e políticos renomados. Eram eles: Ulysses Guimarães, Mario Covas, Luz Inácio Lula da Silva, Affonso Arinos, Nelson Carneiro, Fernando Henrique Cardoso, Roberto Campos, Delfim Netto, Cristina Tavares, Vladimir Palmeira e tantos outros que agiam realmente como uma representação política da sociedade. E mais: a média de freqüência dos deputados e senadores nas votações era de 70,68%. Nas seções, a média atingia 77,88%.

É inegável que a Constituição trouxe avanços e segurança para o Estado Democrático de Direito, mas, para os próximos 20 anos, ainda se tem muito a fazer para que ela exerça cada vez mais seu caráter de cidadã. Os dispositivos pendentes de regulamentação têm que merecer atenção especial para uma rápida solução; a população deve utilizar plenamente seus direitos, valendo-se cada vez mais das formas de participação extra-eleitoral e os Conselhos criados têm que buscar mais influência no estabelecimento de políticas públicas.

Para que tudo isso seja viável o principal direito, o voto, tem que ser exercido com a maior responsabilidade e discernimento, para que se possa voltar a ter no Congresso Nacional, líderes e políticos que representem somente os anseios sociais, com impessoalidade e moralidade. Talvez assim, esses novos políticos não tenham, como os atuais, que comprometer quase todo o seu tempo com CPI’s inúteis e o executivo deixe para o Congresso a função de legislar, reduzindo, quem sabe a zero, a quantidade de medidas provisórias que não só trancam a já emperrada pauta, como também a oportunidade de ampla discussão dos assuntos, sob o ponto de vista democrático, antes de se aprovar as medidas.

Na mesma data em que completa 20 anos a promulgação da Constituição Federal, o país vive mais uma eleição: agora para prefeitos e vereadores. Essa é a hora de lembrar que cidadania se exerce com extrema seriedade. Se a sociedade não quer mais corrupção e espera que o Estado possa atuar para promover o bem-estar de todos, o voto precisa ser consciente, precisa ser coerente, precisa honrar a democracia que tantos lutaram e muitos sucumbiram para tê-la no Brasil.

SUGESTÃO DE PAUTA: Luciana Machado

Acervo fotográfico (ABr)

Veja Portal da Constituição Cidadã

O que falta regulamentar (Rádio Câmara)

domingo, 28 de setembro de 2008

Acidente com vôo 1907 da Gol completa dois anos

Por Jorge Alexandre Machado


Completa dois anos, segunda-feira (29), que um jato executivo pilotado por norte-americanos atingiu um avião da Gol. A bordo do Boeing 737/800 da Gol morreram 154 pessoas e os familiares ainda aguardam explicações sobre as causas do acidente e esperam a punição dos responsáveis.



O vôo 1907 da Gol ia de Manaus para Brasília e foi atingido, próximo à Serra do Cachimbo, ao sul do Estado do Pará, pelo jato Legacy, produzido pela Embraer, que seguia para os Estados Unidos. O Legacy teve apenas um lado da asa avariado e problemas hidáulicos e os sete tripulantes escaparam ilesos.



A presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, Angelita de Marchi, afirma que órgãos do Poder Público como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) têm agido com descaso, não só em relação ao acidente, mas com todo o setor aéreo.

“Na hora do calor [do momento] fala-se muito, promete-se muito, mas, efetivamente, pouco é feito. Ainda vemos muito descaso", disse Angelita. Ela também criticou as autoridades do setor aéreo por não atenderem satisfatoriamente à associação. "Temos sempre que correr atrás delas e, muitas vezes, ficamos sabendo de algumas coisas pela mídia”, afirmou à Agência Brasil.



Segundo Angelita o relatório que irá apontar as causas do acidente tem sido protelado seguidamente. O primeiro prazo era de dez meses para conclusão. Hoje, após dois anos, "a informação que temos é que ainda está no exterior para análise, sem data para conclusão”, reclama a presidente da Associação.



Mas, além da justa preocupação dos familiares das vítimas da tragédia do vôo 1907, ainda persistem as dúvidas que surgiram à época sobre a segurança dos vôos e das pistas dos aeroportos, como o de Congonhas, em São Paulo, por exemplo. Sob uma aparente tranquilidade esboçada pelas autoridades, ainda escorregam aviôes na pista, aeronaves quase se chocam por erros de controladores, como foi divulgado recentemente na mídia, cresce o número de pousos e decolagens e a infra-estrutura não acompanha esse aumento da demanda.



Antes que novos familiares chorem outras vítimas e os processos se acumulem, sem solução, em busca de reparar o irreparável, é preciso que as autoridades atuem de uma forma concreta e decisiva para tornar o setor seguro e compatível com o crescimento. Chega de turbulências.

sábado, 6 de setembro de 2008

Zeca Baleiro na Web

Por Jorge Alexandre Machado


A discografia completa de Zeca Baleiro pode ser ouvida na sessão "juke box", do site oficial do compositor. É só clicar na parte superior e escolher o álbum. O site ainda permite baixar gratuitamente o clipe da música "Toca Raul". O novo álbum de Baleiro, "O Coração do Homem Bomba Vl. 1", também está disponível para ouvir no site oficial .

No site, Zeca conta que o seu apelido veio do hábito de ser um “implacável consumidor de doces e balas e todas as espécies de guloseimas”. Os colegas de faculdade não só descobriram um fornecedor de balas gratuitas, como logo apelidaram o futuro artista. Tempos depois o cantor e compositor abria sua loja de balas, tortas e doces, aí não tinha mais jeito o Zeca era mesmo Baleiro.

Zeca Baleiro já vendeu 700 mil Cd, 30 mil DVD e já fez 850 shows para mais de 1 milhão de pessoas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Abin sob investigação

Ministros, Senadores, Presidente do Senado e até do Supremo Tribunal Federal podem ter sido grampeados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), conforme publicado na edição da revista Veja desta semana, inclusive reproduzindo diálogo entre o presidente do Supremo e o senador Demóstenes Torres, que teria sido obtido por meio de escutas telefônicas.

Diante da pressão do judiciário e do legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, no final da tarde de hoje, o afastamento temporário de toda a cúpula da Abin, até o resultado das investigações sobre a participação do órgão de inteligência nas escutas ilegais.

Agora, a Polícia Federal vai investigar se houve a suposta espionagem ilegal. Enquanto isso, Paulo Lacerda e toda a cúpula do órgão ficarão na "escuta" do que for concluído a respeito. Para o presidente do Senado Garibaldi Alves “na hora em que se grampeia o telefone do presidente do STF e se publica o diálogo, e se diz que grampeou parlamentares e o presidente do Senado, isso não pode continuar, é inadmissível”.

Se comprovada a irregularidade, de grampo em grampo os poderes da República têm sido sistematicamente espionados, fato que, segundo Garibaldi, o presidente Lula considerou extremamente grave, pois chega-se a temer até pela instabilidade das instituições.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

População do Brasil deixa de crescer em 2040

O IBGE divulgou hoje as estimativas das populações dos 5.565 municípios brasileiros em 1º de julho de 2008. O Brasil atingiu 189.612.814 cidadãos residentes. O número dobrou, em relação ao número de brasileiros do início da década de 70, pouco mais de 30 anos. Mas a previsão para daqui a 32 anos é de que a população deixe de crescer ao atingir 220 milhões, conforme prevê o coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luiz Antônio Pinto de Oliveira.

Os seis municípios mais populosos foram São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte. A capital federal, que estava em sexto lugar em 2000, subiu para quarto, com uma população estimada em 2,5 milhões. Belo Horizonte de quarto, em 2000, caiu para sexto, com 2,4 milhões, Os municípios menos populosos foram Borá em São Paulo com 884 habitantes e Serra da Saudade em Minas Gerais, com 889. As regiões com maior população são a Sudeste que tem 80,2 milhões de pessoas e a Nordeste, com 53 milhões.

Esse cenário será decorrente da queda da taxa de filhos por mulher, conhecida como taxa de fecundidade. Hoje a média é de 2 filhos por mulher. A previsão é de que em 2040 seja de 1,5. São Paulo e Rio de Janeiro já tem hoje taxas de fecundidade baixas e população mais idosa. No entanto, Brasília deverá crescer. "Brasília vai continuar crescendo, tem espaço para crescer e ela vai chegar daqui a 10, 15 anos a ser a terceira cidade do País em termos demográficos", afirmou Oliveira.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sapo-cururu pode ser a arma contra a leishmaniose

Foto: Agência FAPESP
Por Jorge Alexandre Machado

Dois esteróides foram isolados por cientistas dos institutos Adolfo Lutz e Butantan, a partir das toxinas da pele do sapo-cururu, e se mostraram eficazes para matar o parasita causador da leishmaniose, segundo a Agência de Notícias FAPESP.
A leishmaniose ou leishmaníase ou calazar ou úlcera de Bauru é provocada por parasitas unicelulares chamados Leishmânia. A doença pode ocorrer sob a forma visceral, que ataca os orgãos internos, cutânea, que atinge a pele, e mucocutânea, que invade, além da pele, as mucosas.
A leishmaniose visceral é fatal em mais de 90% dos casos sem tratamento e está avançando no Brasil. É o segundo maior assassino parasitário no mundo, depois da malária. A doença é transmitida pela picada de mosquitos hospedeiros do parasita Leishmânia. O inseto se contamina ao sugar o sangue de mamíferos infectados e, ao picar um animal ou pessoa sadia, injeta os parasitas.
O estudo, coordenado por André Tempone do Instituto Adolfo Lutz, isolou dois esteróides ativos, encontrados no veneno do sapo, capazes de destruir a Leishmânia sem causar danos às células dos mamíferos. Além disso, uma das moléculas também mostrou que é capaz de matar o Trypanosoma Cruzi, causador da doença de Chagas. "A glândula parotóide do sapo conta com uma quantidade imensa de veneno, que tem uma toxicidade imensa. Mas, com a purificação da molécula ativa, eliminamos a parte tóxica e testamos o elemento ativo no parasita", disse Tempone à Agência FAPESP.

domingo, 3 de agosto de 2008

Pesquisa mostra que brasileiro é o povo que menos confia

Por Jorge Alexandre Machado


Algumas nações do mundo são estereotipadas pelas características marcantes atribuídas aos seus habitantes. Aqui no Brasil esses estereótipos são evidenciados em piadas, contadas de norte a sul do país. Quase todos que migraram para cá e ajudaram a construir a nação brasileira não escapam das histórias engraçadas ou não, mas que dão o tom jocoso do brasileiro, esse talvez o seu maior estereótipo mundo afora.

Conta, portanto, uma anedota popular que existe um país em que cada criança recebe uma lição paterna inesquecível. Quando ainda nem consegue andar seguramente, o pequeno é colocado em cima de uma mesa e estimulado a saltar para os braços do, aparentemente, afetuoso pai. Após reunir a coragem suficiente, a criança se lança e, incrédula, vê o que deveria ser o seu maior protetor se afastar e deixá-la cair totalmente desamparada no solo, que é o único a acolhê-la e a ensiná-la sobre as dores físicas do tombo. Já, também, com marcas emocionais profundas ouve o primeiro conselho de seu orgulhoso mestre: Nunca confie em ninguém. Nem mesmo em seu pai.

Mas estudos do diretor-fundador e professor de economia do Centro de Estudos em Neuroeconomia da Claremont Graduate University, nos Estados Unidos, Paul J. Zak, divulgados pela revista Scientific American, podem fazer com que os brasileiros passem a ser objeto da anedota. É que, segundo o periódico, levantamento internacional revela que os brasileiros são os que confiam menos.

Nos últimos anos, pesquisadores têm se esforçado para entender como o cérebro humano decide em quem confiar. Paul J. Zak revela que a oxitocina, “uma simples molécula ancestral produzida no cérebro, desempenha um papel fundamental nesse processo”. As descobertas contribuem para o conhecimento das causas e os tratamentos das doenças marcadas por disfunções na interação social, de acordo com o artigo.

O professor conta que “em 1998, Stephen Knack, economista do Grupo de Pesquisas do Banco Mundial do Desenvolvimento, e eu começamos a investigar por que a confiança entre as pessoas varia dramaticamente de país para país”. Sua conclusão é que a confiança pode ser um fator indicativo da riqueza de um país. Por isso, nações com baixo nível de confiança caminham para a pobreza. Isso porque os habitantes, desconfiados, se dedicariam menos a investimentos de longo prazo, que criam empregos e aumentam salários.

A oxitocina é uma pequena proteína, ou peptídeo, produzida no cérebro, onde tem a função de molécula sinalizadora – um neurotransmissor. Pesquisa com animais indica que a oxitocina facilita a cooperação em certos mamíferos, e que “um parente próximo”, a vasotocina, parece também promover interações amigáveis. Zak acredita que sinais sociais não-ameaçadores induzem a produção de oxitocina no cérebro e, portanto, se questiona “se nos humanos a abordagem de estranhos que oferecem sinais positivos pode estimular a liberação de peptídeos nos outros”. Segundo a revista Scientific American “está demonstrado que os níveis de oxitocina atingem o pico em homens e mulheres durante o clímax sexual. A sua presumida importância na afeição após o ato sexual rendeu-lhe o apelido de ‘hormônio do afeto’.”

Se a produção de oxitocina tem a ver com os sinais positivos emitidos pelas pessoas por que então os brasileiros são os últimos na lista que mede os níveis de confiança em diversos países? A considerar os fatos políticos e sociais dos últimos anos temos motivo de sobra para até zerar a produção do tal hormônio. Em tempos de eleições é bom ficarmos mais atentos, pois sobram sinais positivos de quem nessa época diz ser capaz de resolver todos os problemas e busca de todas as formas aumentar ao máximo o nosso nível de oxitocina. Mas pelo menos nesse momento temos que fazer valer o nosso novo estereótipo de os maiores desconfiados do mundo e procurar eleger quem realmente mereça a tão desejada confiança. Assim, passado o escrutínio, poderemos produzir ao máximo o peptídeo para que, se a premissa do estudioso estiver correta, se possa acreditar no país e fazê-lo crescer rumo à riqueza.


PESQUISA NÍVEL DE CONFIANÇA

domingo, 20 de julho de 2008

Mais lucidez no trânsito reduz número de acidentes

Por Jorge Alexandre Machado

Hoje completa um mês que a chamada lei seca reduziu a zero a tolerância para quem faz uso de bebidas alcoólicas e quer dirigir. De acordo com a lei, quem tiver no teste do bafômetro com mais de 0,1 miligrama de álcool por litro de ar está sujeito a suspensão da carteira por um ano, além de multa de R$ 955,00 e retenção do veículo. Mas aquele que o teste revelar com mais de 0,3 miligramas de álcool por litro de ar será preso e responderá a processo criminal por dirigir embriagado.

A medida dividiu opiniões e entre aplausos e protestos o número de acidentes diminui a cada dia e, conseqüentemente, também o número de mortes. Conforme divulga o Ministério da Saúde, com vinte dias de vigência da nova lei, os resultados de 14 unidades do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) mostram que houve uma redução média de 24% nas operações de resgate de vítimas de acidentes. Essas 14 unidades tem uma cobertura de 25,3 milhões de pessoas no país. O levantamento segue em todas as demais unidades, que totalizam 144 SAMUs em 1.150 municípios , com uma cobertura de 101 milhões de brasileiros.

Pelos dados do Ministério da Saúde, a maior queda nos resgates se deu em Niterói (RJ), com um percentual de 47%, em uma cidade com população de 1,8 milhão de pessoas. Logo em seguida, 2,5 milhões de habitantes de Brasília devem comemorar uma redução de 40%. Em Porto Alegre, hoje com 1,4 milhão de pessoas, o percentual foi de 35%, o que lhe concedeu o terceiro lugar no ranking das reduções de resgate pelo Serviço Móvel.

Segundo o órgão, "o trânsito têm um peso significativo nos atendimentos do SAMU". Ele informa que, em Brasília, 45% dos resgates são para atender ocorrências de trauma que, em 60% dos casos estão relacionados a acidentes de trânsito. Menos necessidade de resgate no trânsito possibilita mais atendimentos a outros casos. "O SAMU poderá agilizar os atendimentos a ocorrências de outras naturezas, como casos de mal súbito, intoxicação, parto e queimadura", avalia o Ministério. Ele afirma que 20% a 50% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao álcool e, em conseqüência, 35 mil pessoas morrem em todo o Brasil.

Em Brasília, os dados do primeiro mês serão consolidados amanhã mas como informou, ao Correio Braziliense, o diretor do Detran-DF, Jair Tedeschi, na capital federal, a redução de acidentes com mortes, nos primeiros 24 dias de lei seca, foi de 39% e o número de vitimas caiu 24%. O Corpo de Bombeiros também observou redução no número de atendimentos de acidentes de trânsito no DF. A queda foi de 16% e o custo com atendimento por acidente com vítima é avaliado em R$ 1,3 mil, conforme informação do períódico da Capital. Nos últimos 26 dias o DF comemorou não haver tido atropelamento fatal na cidade. Nos 26 dias anteriores a esse período, duas pessoas morreram, vítimas de atropelamento.

Para muitos está "difícil de engolir" a nova lei, mas os resultados fazem "descer redondo" as novas medidas que exigem total lucidez na direção. Não há como contestar que, após o primeiro gole, a direção fica perigosa, mata, mutila e inutiliza milhares de pessoas alcoolizadas ou sóbrias e, o que antes era somente irresponsabilidade, agora é passível de punições que podem chegar até a privação da liberdade.

A lei é seca para quem dirige, mas não proíbe quem quiser tomar seus goles sem colocar em risco a própria vida ou a de outras pessoas, muitas delas apreciadoras da sobriedade. Mudar comportamentos é característica do ser humano e os resultados das restrições impostas aos motoristas alcoolizados já demonstram que, nesse caso, as mudanças de atitude serão por uma boa causa e nos colocarão mais próximos dos países chamados de primeiro mundo.


SUGESTÃO DE PAUTA: Luciana Machado


Leia a íntegra da Lei 11.705/2008

sábado, 12 de julho de 2008

Olimpiada de Pequim promete ser boa pra cachorro

Por Jorge Alexandre Machado

A China proibiu a venda de carne de cachorro durante as Olimpíadas de Pequim, em agosto, e só será novamente liberada para consumo em setembro. A medida é "para evitar confitos", segundo o subdiretor do escritório de turismo de Pequim, Xiong Yumei, conforme divulgou a imprensa chinesa.

A Associação de Restaurantes de Pequim decidiu aplicar a medida nos 112 restaurantes sugeridos aos visitantes, mas os demais devem suprimir do cardápio o prato tão apreciado por milhares de chineses, por suas qualidades nutritivas e supostas virtudes medicinais. De acordo com os chineses, a carne dos considerados melhores amigos do homem ajuda a combater a hipertensão.

Mas a proibição não se estende a carne de gatos também apreciada, especialmente no sul da China. Portanto, quem não for adepto também da utilização de felinos como alimento, para não ser surpreendido, é bom durante a visita à China nas Olimpíadas de 2008 adotar uma dieta bem vegetariana.
Para o médico veterinário Dr. Marcel Benedeti as pessoas consomem carnes de animais como fonte de proteínas. Para ele, é uma questão cultural ou de hábito. "Não há diferença entre os que se alimentam de carnes de cachorro dos que se alimentam de carnes bovinas ou suínas", afirma. Benedeti acredita que nos alimentarmos de carnes de animais, qualquer que seja, é ruim porque estamos nos servindo de "seres inteligentes que tem noção de seus sofrimentos no momento da morte".
Talvez essas preferências pudessem explicar a origem do hábito desse povo de cuspir no chão, mas quanto a isso não há nenhuma comprovação ou sequer especulação a respeito. O que há de fato é que as autoridades por lá têm pedido aos cuspidores que evitem essa prática. Pelo menos até o fim das Olimpíadas de 2008. E o mundo agradece: xièxie 谢谢 (Obrigado).

NOTA: As Olimpíadas de Pequim serão realizadas de 8 a 24 de agosto de 2008.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lei do Aprendiz é discutida em seminário

Por Jorge Alexandre Machado

Nos dias 1 e 2 de julho será realizado o "Seminário – Lei do Aprendiz no Brasil: oportunidade para os jovens e desenvolvimento para o Brasil", no SESC Vila Mariana, em São Paulo. A organização é da ONG Atletas pela Cidadania, do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas e do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. O objetivo é reunir entidades públicas, organizações não-governamentais, empresas e fundações para discutir os principais problemas da Lei do Aprendiz (10.097/2000), segundo informa a Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI.
No debate, conforme sugere a ANDI, serão discutidas questões, tais como: As empresas seguem a legislação em vigor no que diz respeito à contratação de jovens de 16 a 24 anos? Onde encontrar aprendizes qualificados? Quais são as organizações formadoras de aprendizes? Existe uma fiscalização efetiva do governo nas empresas que não cumprem a lei? "Chegou o momento de refletirmos sobre as razões pelas quais as grandes empresas se comprometem com questões sociais, mas não cumprem a lei. Sabemos que é uma política pública em implementação, mas precisamos ajudar o país a conseguir concretizá-la”, comenta Raí de Oliveira, diretor da ONG Atletas pela Cidadania.
De acordo com a lei nº 10.097/2000, as empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a contratar aprendizes. Nesse caso, o quadro pessoal das médias e grandes empresas deve ser composto de 5 a 15% de aprendizes, jovens de 14 a 24 anos. Apesar de ter sido sancionada em 2000, a regulamentação só ocorreu em 2005, quando a prática entrou em vigor no país. Com a contratação ganham os jovens com a oportunidade de entrarem no mercado de trabalho e continuarem estudando e lucram os empregadores com a redução da contribuição ao FGTS de 8,5 para 2,5%.

Os empresários interessados na contratação de aprendizes devem procurar entidades certificadoras, por meio de serviços de aprendizagem (SENAI, SENAC, SENAT etc.) ou por escolas técnicas de educação e organizações não-governamentais.




quinta-feira, 19 de junho de 2008

Restrições à imigração na contramão do mundo globalizado

Por Jorge Alexandre Machado

O Parlamento Europeu aprovou ontem o projeto de uma "lei de retorno" para os imigrantes ilegais que vivem em países-membros da União Européia. Estima-se em 8 milhões o número de pessoas que estão em situação irregular em países do bloco econômico europeu.
As medidas entram em vigor em 2010 e prevêem que os clandestinos encontrados terão prazo de sete a 30 dias para sair do país de forma voluntária. Do contrário, poderão ser detidos e deportados. No caso de expulsão ficarão proibidos de entrar legalmente em qualquer país da União Européia por cinco anos.
Os estrangeiros na Europa não têm tido vida fácil. Estando de forma regular ou não, Portugal, Espanha e França, principalmente, agem de forma dura e restritiva à entrada de turistas ou imigrantes em seus países, não importa se o motivo é passeio, trabalho, estudos, ou visita a algum amigo ou parente.
A Espanha protaganizou este ano um espetáculo de desrespeito aos direitos humanos, quando em um novo episódio de restrições à entrada de estrangeiros no país proibiu a entrada de 30 brasileiros no Aeroporto de Madri. Patrícia Magalhães foi uma delas. Ela ia apresentar um trabalho no Congresso Internacional de Física, na Espanha. Patrícia foi barrada no setor de imigração e detida em uma sala do terminal. Ela ficou três dias num cômodo de aproximadamente 50 metros quadrados, comendo no chão e sem direito sequer a um banho, conforme relatou. Em nota, o Itamaraty, à época, disse: "há poucas semanas, o Ministro Celso Amorim havia manifestado ao Chanceler espanhol a insatisfação do Governo brasileiro com a repetição de tais medidas restritivas e ressaltado a importância de que se conceda tratamento digno e adequado a cidadãos brasileiros que ingressam na Espanha".

Em Portugal, país de laços sanguíneos com o Brasil, não é diferente. Ano após ano somos surpreendidos com novos casos de restrições à entrada ou até mesmo expulsões de brasileiros em terras lusitanas. Em 2006, o IOL Diário, de Portugal, registrou: "No último ano, o número de cidadãos estrangeiros expulsos de Portugal aumentou 52 por cento. Os brasileiros são os imigrantes mais vezes afastados do território nacional. E é também esta a nacionalidade que leva mais carimbos de recusa à entrada de estrangeiros no nosso país". Afirma ainda que o Brasil "é referido no Relatório Anual de Segurança Interna como um dos países que representam mais risco migratório para Portugal".
E esse comportamento parece que permanece atual. O UOL Notícias conta que na semana passada "13 brasileiros foram barrados e imediatamente deportados à chegada ao Aeroporto Internacional de Lisboa." O presidente da Casa Brasil em Lisboa, Gustavo Behr, avalia que "dos cerca de 40 mil pedidos de legalização de imigrantes que estão pendentes no país, 70% seriam de brasileiros. Desse total, só 7 mil obtiveram resposta positiva." Behr acredita ainda que "a resposta da Europa à imigração tende a ser a expulsão e o afastamento das pessoas e não a integração." Ele prevê que em Portugal, os brasileiros seriam "os mais atingidos pelo endurecimento das barreiras". A Casa Brasil estima que mais de 30% dos brasileiros que vivem em Portugal estejam em situação irregular.

Na França, os 80 brasileiros que foram detidos na semana passada no Centro de Detenção de Bobigny, por estarem no país em situação ilegal, acusam as autoridades locais de tratamento "desrespeitoso" e "desumano", segundo a Agência Lusa. O grupo alega privações de comida e de água e condições de higiene precárias, relata a Agência. Somente no ano passado, 507 brasileiros foram expulsos da França.

A imigração irregular realmente é um problema para qualquer país, pois muitas vezes está associada ao tráfico de pessoas ou relacionada a crimes cometidos no país de origem. No entanto, essa não é a realidade da maioria dos imigrantes que vão a procura de trabalho ou condições para se fixar em um novo local, assim como milhões de migrantes de diversas nacionalidades se fixaram no Brasil e formaram a cultura brasileira, integrando-se perfeitamente à nossa sociedade. Separar o joio do trigo deveria ser tarefa das autoridades competentes e não nivelar todos como criminosos e partir para a deportação ou expulsão.

Em época de globabilização, as pessoas se sentem cidadãs do mundo. O que comem, vestem, ouvem, vêem são produtos originários ou produzidos por diversas nações. A procura de trabalho passa a ser também global. A globalização existe desde o início da civilização. Cresceu na época das navegações, nos séculos XV e XVI, mas tomou a forma que conhecemos hoje, após o fim da Guerra Fria, com o colapso do bloco socialista, no limiar da década de 90. A principal alavanca foi a saturação dos mercados internos, que motivou muitas empresas multinacionais a buscarem novos mercados consumidores.
Mas ela não se restringe somente às áreas comerciais, a internet contribuiu significativamente para a formação do que McLuhan, pensador canadense, chamava de "Aldeia Global" e delineou a forma de um mundo sem fronteiras como é mais entendido o processo de globalização. As conseqüências não podiam ser outras. As pessoas querem o direito de ir e vir e se estabelecerem onde houver melhores condições de vida. Em vez de serem simplesmente banidas, elas querem ser integradas.
A suposta proteção do mercado de trabalho para os naturais de um país começa a perder sentido porque o mercado de trabalho passa a ser mundial e esses nativos também estão sujeitos ao processo global e beneficiados por ele com mais ofertas de emprego e renda pelo mundo afora. A mão invisível, como diria Adam Smith, filósofo e economista escocês, é que vai regular esse mercado, como de uma certa forma distribuiu e regulou os povos em suas nações até hoje, quando desde os primórdios da civilização passaram a descobrir novas terras e a ocuparem o planeta.
Uma curiosidade é que os três principais países da Europa que recebem e também rejeitam migrantes (França, Espanha e Portugal) são os que mais se beneficiam do turismo para suas regiões e com isso mantêm os primeiros lugares de visitantes de todo o mundo. Logicamente, eles não vão tomar qualquer medida para desestimular o turismo com o intuito de reduzir a sua visibilidade e portanto o interesse dos clandestinos por seus territórios. Mas do jeito que vai, as medidas tomadas para desestimular o fluxo migratório poderão ensejar redução significativa do fluxo turístico com reflexos não muito estimulantes para as economias locais.
UPGRADE: Os migrantes, no mundo, são 191 milhões de pessoas, 3% da população do planeta, dos quais 95 milhões são mulheres, disse Patrick Taran, da Organização Internacional do Trabalho, durante o Seminário Internacional 'Os direitos humanos das pessoas migrantes nas Américas', realizado na Cidade do México, de 16 a 18 de junho. A informação é da Agência de Notícias ADITAL - Notícias da América Latina e Caribe.
SUGESTÃO DE PAUTA: Bibiana de Paula Friderichs

quarta-feira, 18 de junho de 2008

18 de junho de 2008: centenário da imigração japonesa no Brasil


Por Jorge Alexandre Machado

Era início do século XX, quando um grupo de 165 famílias japonesas (781 pessoas) desembarcou no Porto de Santos, com sonhos e um projeto de vida. O navio era o Kasato Maru e vinha do porto de Kobe, uma cidade japonesa na província de Hyogo, trazendo imigrantes para trabalhar nos cafezais do oeste de São Paulo. A data: 18 de junho de 1908, que ficou consagrada como o marco da imigração japonesa, decorrente de um acordo imigratório entre Brasíl e Japão.


O maior fluxo, no entanto, só ocorreu após a I Guerra Mundial, mais especificamente entre 1918 e 1940, quando cerca de 160 mil japoneses desembarcaram em solo brasileiro. Hoje já são mais de 1,5 milhão de japoneses e descendentes que vivem no Brasil, que desde os primeiros imigrantes, foram decisivos para a construção do país dos últimos cem anos. Aqui é a nação que abriga a maior quantidade de japoneses e descendentes fora do Japão.

Para participar das solenidades de comemoração do centenário da imigração um visitante ilustre. Chegou ontem a Brasília o Príncipe Naruhito, herdeiro do trono do Japão. Ele participará, na capital federal, do lançamento de selos comemorativos à chegada dos imigrantes. Depois, durante os nove dias de sua estada, segue para São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A princesa Masako, não pôde acompanhar o marido, pois está em tratamento médico devido a um "transtorno adaptativo", caracterizado por sintomas de ansiedade e estado depressivo.
O Brasil que acolheu e ainda acolhe imigrantes e turistas de todo o mundo é hoje conhecido pela diversidade de culturas e pela miscigenação que faz do país um lugar único, onde convivem todas as raças, sem conflitos ou xenofobia.


COLÔNIA JAPONESA NO BRASIL:
isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão) 12,51%;
nisseis (filhos de japoneses) 30,85%;
sanseis (netos de japoneses) 41,33%;
yonseis (bisnetos de japoneses) 12,95%

domingo, 15 de junho de 2008

Nascimento de Charles Darwin é comemorado em Brasília

Exposição em Brasília comemora 200 anos do nascimento do naturalista Charles Darwin. A mostra de fósseis primitivos fica na Esplanada dos Ministérios, na capital, até 20 de julho. Da América Latina, somente o Brasil receberá o acervo. Darwin formulou a teoria da evolução das espécies, que defendia a evolução a partir de um ancestral comum pelo processo de seleção natural.

Foto: Wilson Dias/Abr
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Educação Corporativa une Brasil e Portugal

Por Jorge Alexandre Machado

Termina hoje, 12/6, o 1º Encontro de Educação Corporativa Brasil/Europa na Universidade Fernando Pessoa, em Portugal. O evento é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), pela Universidade Fernando Pessoa, pela Associação Brasileira de Educação Corporativa (ABEC), pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com apoio da União Européia.

Iniciado ontem, o evento, de acordo com os organizadores, tem como objetivo "debater a importância da internacionalização empresarial numa ligação estreita à Educação Corporativa como uma ferramenta para a concretização de estratégias e para a qualificação dos Recursos Humanos". O encontro aborda assuntos, tais como: estratégias para a internacionalização; formação e desenvolvimento de competências; recursos humanos; cooperação empresarial; sustentabilidade; comércio externo; e inovação. Quem participa do encontro são: empresários, administradores e gestores, além de profissionais das áreas de recursos humanos, formação, internacionalização de empresas e comercial, tanto brasileiros, quanto portugueses.

Vários casos práticos estão sendo apresentados como os da Petrobrás, Vale do Rio Doce, Datasul, Embraer, Grupo Salvador Caetano, Tam Linhas Aéreas, Ordem dos Engenheiros de Angola, entre outros.

Mas o que é educação corporativa e como surgiu? Segundo Jeanne Meister, Presidente da Corporate Universities Exchange: "É um guarda-chuva estratégico para desenvolvimento e educação de funcionários, clientes e fornecedores, buscando otimizar as estratégias organizacionais". A professora Kira Tarapanoff lembra que "a universidade corporativa surgiu como um desdobramento ou aprofundamento das atividades de treinamento dos Departamentos de Recursos Humanos nas empresas". Ela ainda acrescenta: " no início, o seu foco, nos Estados Unidos, foi o treinamento de seus empregados buscando a melhoria de habilidades porfissionais e a proficiência em sua atividade dentro da corporação (desenvolvimento de expertise)". Ela é, portanto, um instrumento para educação dos empregados, de olho na competitividade da empresa.

A primeira universidade corporativa foi lançada pela GE, em 1945 e ficou conhecida como Instituto General Motors, GMI. O seu primeiro curso foi o de graduação em engenharia e o sucesso da GE é por muitos atribuído ao sucesso de sua universidade corporativa.

Hoje as empresas buscam o modelo de organização focada no aprendizado e na gestão do conhecimento, que é todo o esforço empresarial para capturar a experiência coletiva e a sabedoria de uma organização, que estão na cabeça dos colaboradores, e disseminá-las para todos na empresa. Um instrumento eficaz para essa prática é a universidade corporativa, ao atuar como catalisadora das atividades de aprendizado individual e corporativo, como argumenta a professora.

A gerente de educação corporativa da Natura, Denise Asnis, afirma que o papel da Educação Corporativa em sua empresa "é desenvolver competências para o sucesso do negócio, criar modelos de aprendizagem baseados nas práticas do negócio e no dia-a-dia da empresa, pautar suas ações na gestão de competências empresariais e funcionais, disseminar nossas crenças e valores, aprimorar a cultura organizacional e formar indivíduos mais conscientes da importância de desempenhar bem seus papéis de cidadãos, profissionais e seres humanos".

Em Portugal, a Universidade Fernando Pessoa lançou, no ano passado, um novo conceito no âmbito da formação corporativa naquele país. A proposta é a criação de "universidades" no interior das empresas. O modelo consiste em estabelecer parcerias entre as empresas e a Universidade, para promover programas de formação adaptados à realidade de cada empresa. Em cada instituição é constituído um grupo de trabalho, formado por uma equipe de profissionais - da parte empresarial - e uma equipe de especialistas, na área da formação - da parte da Universidade. Analisadas, em conjunto, as necessidades, são desenvolvidos planos de estudo sob medida, alinhando perfil dos estudantes, objetivos estratégicos da empresa e particularidades do setor em que atua.


UNIVERSIDADE CORPORATIVA DO BANCO DO BRASIL

UNIVERSIDADE CORPORATIVA DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA


SUGESTÃO DE PAUTA: Mônica Delicato (Porto, Portugal)

Por água abaixo

Por Jorge Alexandre Machado

A escassez de água atinge 29 países e 1,7 bilhão de pessoas, segundo informações da Agência Brasil. Até 2015, os especialistas afirmam que 40 países terão problema com a falta desse recurso natural. A agência informa, ainda, que 20% do desperdício é decorrente do uso humano.

No Brasil o desperdício anual é da ordem de 12,6 milhões de megawatts-hora. Essa energia daria para abastecer a cidade do Rio de Janeiro por um ano, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco). De acordo com a entidade, o desperdício representa R$ 11,3 bilhões, dinheiro gasto a mais em energia do que seria necessário.

E adivinhem quem é o maior responsável pelo desperdício? De acordo com a entidade, o setor público – municipal, estadual e federal – é o que, proporcionalmente, mais gasta energia, sem necessidade: cerca de 40% dos gastos são para pagar a conta do desperdício.

De acordo com informações de Ricardo David, presidente da Abesco, à Agência Brasil, se todos os projetos do setor público voltados para a economia de energia fossem colocados em prática hoje, o país reduziria o desperdício em um ano em cerca de 300 megawatts-hora. Uma usina hidrelétrica com essa capacidade demoraria cerca de três anos para ser construída. “Ao invés de gerar energia nova, você tira o desperdício” diz David.

FOTO: Agência Brasil

VER VÍDEO DA AGÊNCIA BRASIL

domingo, 8 de junho de 2008

Precisa-se de catadores de e-lixo

Por Jorge Alexandre Machado

Existe um segmento, excluído da sociedade, que vai aos lixões separar papel, papelão, plásticos, vidros e outros objetos recicláveis para comercializar e assim obter renda para a sobrevivência própria e da família: são os conhecidos, mas ignorados, catadores de lixo.

Nem eles sabem, nem a sociedade entende, o valor que têm para a preservação do meio ambiente. Com a seleção do material, eles levam até as indústrias, para reciclagem, rejeitos que poderiam contaminar o solo e os lençóis freáticos ou ficar por muitos anos no meio-ambiente sem se degradar, como é o caso do plástico.

Mas tem uma categoria de lixo que começa a freqüentar os lixões e não faz parte dos materiais selecionados pelos catadores convencionais porque não se sabe muito bem o que fazer com esses dejetos, nem há indústrias para reciclá-los: são os e-lixos, como são atualmente conhecidos os resíduos ou sobras de equipamentos eletroeletrônicos que são descartados por estarem danificados, fora de uso ou obsoletos. Entre eles estão os televisores, computadores, Mp 3, pen drives, vídeos cassete, aparelhos de dvd, filmadoras, pilhas, baterias e uma variedade de aparelhos consumidos nos lares de um crescente número de famílias.

Para se ter uma idéia do volume de material que hoje entra no mercado e logo será sucata, só de aparelhos celulares vendidos este ano no Brasil estima-se 48 milhões, segundo projeção da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Computadores? espera-se plugar mais de 10 milhões.

De acordo com a ONG Greenpeace, anualmente, são descartados 50 milhões de toneladas de novos resíduos eletrônicos no mundo. Isso porque o ciclo de vida dos produtos está cada vez menor, ou seja, a tecnologia renova com tanta rapidez e o apelo ao consumo é tão grande, que os aparelhos são substituídos cada vez em um prazo menor.

Esses materiais no meio ambiente são prejudiciais ao solo, à água e ao ar, pelos metais pesados que contêm, tais como: o cádmio, o mercúrio, o chumbo, além dos gases como o clorofluorocarboneto, o CFC, somente para citar alguns. "Aparelhos como baterias de celular e pilhas contêm metais acumulativos como zinco, chumbo e aço que se tornam cancerígenos", declarou o químico Luiz de Souza ao Portal de Meio Ambiente. Ele ainda deixa um conselho: “As pessoas devem se conscientizar dos possíveis riscos à saúde e ao meio ambiente que o lixo tecnológico pode causar. Deve-se perder o hábito de jogá-lo por aí”.


Na Europa os fabricantes são obrigados, por lei, a recolher e reciclar equipamentos. Na Alemanha, por exemplo, os cidadãos são proibidos de jogar computadores no lixo comum. Aqui no Brasil, a maioria das empresas deixa os usuários sem saber o que fazer na hora de descartar os e-lixo.

A ausência de políticas públicas é responsável, por isso. Há mais de 15 anos, o assunto vagueia na Câmara dos Deputados e, atualmente, o projeto de lei 2061/07, do deputado Carlos Bezerra, tramita naquela Casa e estabelece critérios para a coleta, reciclagem e descarte de aparelhos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e componentes que não possam ser utilizados. Se aprovada na forma proposta, a lei responsabilizará os fabricantes e fornecedores pela coleta, reciclagem e destino final de seus equipamentos. É claro que isso explica a demora na aprovação do projeto. Empresas e fornecedores não concordam em assumir esse ônus.

Mas enquanto se define responsabilidades e procedimentos, o que fazer com o lixo tecnológico? Os sites de leilão pela internet e as doações a instituições de caridade são uma boa forma de “despachar” os objetos indesejados. O comerciante Ademir Fernandes, 37, encontrou uma solução para ficar livre de algumas velharias eletrônicas. Ele anunciou em um site de compra e venda. "Vendi dois computadores por menos da metade do valor que eu paguei há três anos. É pouco, mas é melhor do que nada", disse no site da CIMM.

O que se conclui é que as toneladas de lixo tecnológico que vão para os aterros e lixões todos os anos carecem de seleção para posterior reciclagem. De um lado faltam catadores de lixos tecnológicos e a sua ausência é pela falta de empresas que comprem os produtos para posterior reutilização ou reciclagem. De outro falta regulamentação para que tudo isso aconteça. Só o que não pode faltar é a consciência cidadã, que mesmo em meio a essas indefinições deve encontrar alternativas que ajudem a preservar o meio ambiente e a própria saúde da população. Não se pode é achar que esse lixo seja como aquela nossa lixeira eletrônica do mundo virtual que, ao clicarmos, o conteúdo é esvaziado e os assuntos deletados sem qualquer conseqüência para o mundo real.




SUGESTÃO DE PAUTA: Lívia Dantas

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Surfistas de sofá

Por Jorge Alexandre Machado

Viajar de férias nem sempre é compatível com o orçamento doméstico de muitos trabalhadores. A saída, para a maioria, é se sujeitar a parcelamentos que quase sempre duram até a próxima viagem. Mesmo com todas as facilidades de crédito e de parcelamento, para muitos, ainda é inviável arcar com despesas de passagens e hospedagens, especialmente em períodos considerados de alta temporada, que geralmente coincidem com os das férias escolares.

Além disso, cresce o número de turistas solitários. Aqueles que viajam em busca de novas culturas, conhecimento e diversão, mas, desacompanhados, sentem a falta de amigos ou companheiros para compartilhar os momentos de descontração e lazer.

Isso talvez explique por que aqui no Brasil, de acordo com os dados do Ministério do Turismo, os viajantes prefiram a casa de amigos e de parentes. Lá encontram, além de abrigo, o envolvimento necessário para aproveitar bem a estada. Mas e onde não há familiares, nem conhecidos para usufruir desse aconchego?

Para superar esse problema é que surgiu o couchsurfing, ou surfando no sofá, em uma tradução livre. O surf de sofá é um serviço de hospitalidade oferecido pela internet, com o objetivo de integrar pessoas e localidades internacionalmente. Em abril já contava com mais de 500.000 membros de 226 países.

No couchsurfing, as pessoas oferecem as residências como alojamento para os visitantes cadastrados no site. O sistema avalia perfis, referências pessoais, entre outros métodos, para proporcionar segurança aos membros da comunidade. Além de ser um serviço gratuito, tanto na inscrição, quanto na hospedagem, a idéia promove o intercâmbio de culturas e de conhecimentos e permite a inclusão no mercado turístico daqueles que não têm condições de conhecerem outras localidades pelos meios convencionais.

É missão do couchsurfing participar da criação de um mundo melhor. "Fazemos do mundo um lugar melhor, abrindo nossas portas, os nossos corações e as nossas vidas", revela o site da comunidade. Acrescenta, ainda, que "o couchsurfing quer mudar não só a maneira como viajamos, mas também a maneira como nos relacionamos com o mundo".

O projeto nasceu da criatividade e percepção de Casey Fenton. Esse americano, hoje com 30 anos, em maio de 2002, conseguiu uma passagem barata para passar um fim de semana na Islândia. Após adquirir o bilhete, Fenton se deparou com um problema "o que eu faria quando chegasse lá. Ficaria em um hotel? Um albergue?". Então pensou em contatar alguém pela internet para ver "se poderia ficar com ele e dormir em sua casa". Conseguiu 1500 e-mail de jovens estudantes da Universidade da Islândia e mandou uma mensagem personalizada dizendo que estava chegando na Islândia e estava à procura de um local para ficar. Recebeu cerca de 100 respostas oferecendo hospedagem em casa. Foi assim que surgiu a idéia de um site que pudesse organizar o intercâmbio de casas para hospedagem de membros da comunidade.

Mateus Fernandes, 26, reside em Brasília e é membro da comunidade. Na página pessoal no couchsurfing, ele oferece "dois sofás macios", em seu pequeno apartamento, no plano piloto da Capital, e ainda visita guiada que costuma fazer com alguns amigos. Mateus é formado em tecnologia da informação e filosofia e declara: "adoro viajar e conhecer pessoas e suas interessantes histórias de vida".

Quem já se hospedou com o brasiliense dá boas referências. É o caso de Sérgio Morales. Na página do site, ele elogia Mateus e diz que o anfitrião procura ajudar em todas as situações, além de explicar tudo sobre a cidade. O couchsurfer agradece e diz que ele é sempre bem-vindo à Guatemala, seu país de origem. Já Mateus dá diversas informações sobre as casas onde se hospedou. Entre elas, avalia a de Livia e comenta: "Livia me recebeu em Saint Martin e, além de dar boas dicas de programas e restaurantes na cidade, tirou um tempo de folga para um encontro no carnaval local e um bate-papo na praia. Seu companheiro, Gauth, num lindo esforço de falar português e trocar uma idéia, também aproveitou sua folga pra mostrar algumas praias e curtir um bom papo".

Mas se mesmo na casa de amigos e parentes nem sempre tudo são flores, nesse sistema podem ocorrer problemas de relacionamento. Leonardo Andreucci, 25, relata um momento constrangedor que passou na Irlanda, mas acrescenta que não foi nada tão traumático:"O irlandês que me hospedou em Dublin era um pouco estranho. Ele fazia tanta questão de agradar que era um pouco inconveniente, mas acho que era o jeito dele".

No entanto, há quem de forma alguma admita oferecer o seu sofá para um estranho. Cláudia Carmelo, em seu blog Viajeaqui é taxativa: "dormir de graça no sofá de alguém cujo contato mais próximo que tive é uma foto e um perfil num site de relacionamentos turísticos... Desculpem a falta de sensibilidade, de idealismo, de romantismo, de jogo de cintura, de capacidade de ser uma verdadeira viajante free spirit... Mas eu tô foríssima!". Alega ainda "não ser tão sociável assim" e acordar de mau-humor pela manhã.

Parece que as opiniões são apaixonadas. Ou se gosta intensamente do sistema ou se rejeita com o mesmo vigor. Porém, um comentário de Angélica no site de Cláudia, talvez explique tudo isso: "O máximo do ser humano é a diversidade!!! São as diferenças que tornam nossa existência tão interessante. Por isso, Cláudia, relaxe... eu entendo vc... E já que vc perguntou, discordo de vc! Já dividi "sofá" como hóspede e como anfitriã e em todos os casos as experiências foram positivas".



SITES RELACIONADOS

http://www.couchsurfing.com/
http://www.hospitalityclub.org/
http://www.globalfreeloaders.com/

SUGESTÃO DE PAUTA: Ivy Ticiane

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Rio mais perto de sediar as Olimpíadas de 2016

Por Jorge Alexandre Machado

O Comitê Olímpico Internacional, em Atenas, na Grécia, anunciou hoje que o Rio de Janeiro é uma das quatro cidades que disputarão a fase final para a escolha da sede das Olimpíadas de 2016. As concorrentes são Chicago (Estados Unidos), Tóquio (Japão) e Madri (Espanha).


O Ministro do Esporte, Orlando Silva, em entrevista à Agência Brasil, declarou que "realizar no Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos de 2016 vai permitir multiplicar as conquistas dos Jogos Pan-Americanos. Primeiro, será uma promoção enorme para o Brasil, que tem crescido na área de turismo. O sonho olímpico de 2016 vai permitir multiplicar a promoção do Brasil no mundo, dos nossos destinos turísticos, belezas naturais, tradições culturais, inclusive, mostrando para o mundo a nossa competência".

Os investimentos para a realização dos Jogos Pan-Americanos garantiram ao Rio de Janeiro instalações compatíveis com o padrão olímpico. Nesse item, o Rio não precisará de gastos adicionais, a não ser algumas reformas, porém será necessário investir em infra-estrutura, especialmente no aperfeiçoamento do sistema de transportes públicos, dos serviços de saúde e da segurança, como reconheceu o Ministro. Tudo isso tem que acontecer até pelo menos 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol.

Essa é a terceira vez que o Rio de Janeiro concorre à cidade-sede das Olimpíadas. Para os jogos de 2004 e 2012, ele não passou da primeira avaliação. A escolha final será feita no dia 2 de outubro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca.

sábado, 31 de maio de 2008

Cigarro pode matar mais de um bilhão neste século

Por Jorge Alexandre Machado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que mais de um bilhão de pessoas podem ser vítimas do cigarro, neste século, se governos e sociedade não agirem de forma a reverter essa tendência. No século XX, foram cem milhões de mortes associadas ao hábito de fumar, revela o relatório da OMS.

Durante a vida, reduzida pelos malefícios do tabaco, também vão com a fumaça muitos sonhos que poderiam ser realizados. Se calculados os valores gastos com o vício diariamente, pode causar surpresa o que poderia ser adquirido com o valor dispendido nos últimos dez anos, por exemplo. Há quem faça as contas e constate que já fumou o equivalente a um apartamento, nesse período, ou a um carro popular e até de luxo, ou mesmo tragado aquelas tão sonhadas férias com a família que, no momento, ainda está no rol dos sonhos de consumo.

Para a OMS é preciso monitorar o uso do tabaco e estabelecer políticas de prevenção, proteger os fumantes passivos, ajudar quem queira parar de fumar, alertar sobre os riscos do hábito tabagista, incentivar a propaganda anti-tabagista, criar e elevar impostos sobre a comercialização do cigarro.

Em entrevista à Agência Brasil, a dona de casa Antônia Prudêncio da Silva, fumante por 30 anos, diz que largou o cigarro e não fumaria se soubesse dos malefícios provocados pelo tabaco. Já o comerciante Valter Ribeiro declara que perdeu um filho com câncer e acredita que a doença tenha sido provocada porque a mulher fumou durante a gestação.

Hoje, dia internacional contra o cigarro, um estande no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília (foto de Marcello Casal Jr./ABr), mostra produtos tóxicos presentes no cigarro, como formol, solventes e metais pesados. Lá, um mutirão de combate ao fumo promove teste de capacidade pulmonar, glicose, colesterol e monóxido de carbono, gás nocivo liberado pela fumaça do cigarro. O organizador do mutirão e coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Celso Rodrigues, declarou que “cerca de 200 mil brasileiros morrem por ano por doenças provocadas pelo fumo, enquanto a tuberculose só mata 8 mil”. O evento marca as comemorações na capital federal do Dia Mundial sem Tabaco.

No Rio de Janeiro, entrou em vigor hoje o decreto da Prefeitura da cidade que proíbe o fumo em locais coletivos fechados, públicos ou privados. Agora, na cidade maravilhosa, só será permitido que as pessoas fumem em áreas externas de prédios e de estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes, o que determina o fim dos “fumódromos”. Hoje e amanhã no calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana, em frente à Rua Siqueira Campos, na zona sul, e na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte, os fumantes podem medir o nível de monóxido de carbono no pulmão e ser examinados por um estomatologista, para diagnosticar possíveis lesões na boca provocadas pelo fumo.

Em São Paulo, o Hospital Beneficência Portuguesa, em parceria com o Centro de Tratamento do Tabagismo, também realizou uma campanha em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco. O objetivo foi conscientizar a população sobre os riscos que o cigarro oferece à saúde e orientar como livrar-se do vício. Médicos, psicólogos e nutricionistas deram orientações e prescrições de medicamentos.

Para muitos que deixaram de fumar, o segredo foi fazer de cada dia um dia pessoal sem tabaco. Ao vencer diariamente esse mal, um contingente cada vez maior passa para a categoria de ex-fumantes, com direito a créditos na longevidade, reforços na auto-confiança e poupança reforçada pela economia nos gastos diretos e indiretos com o vício.

domingo, 25 de maio de 2008

Brasileiro comanda pouso em Marte

Por Jorge Alexandre Machado

A sonda Phoenix Mars Lander, vista nessa concepção artística da Nasa, descerá em Marte hoje, por volta das 20h30, horário de Brasília, após uma viagem de 679 milhões de quilômetros, feita em quase dez meses. Entre os comandantes está o brasileiro Ramon de Paula, chefe da missão.

A Nasa (agência espacial americana) investiu mais de US$ 450 milhões e espera nessa missão investigar a camada de gelo existente na superfície de Marte por meio de um braço robótico. Segundo a Folha Online, "ao estudar as condições e as origens da água no local, a Phoenix vai procurar por outras condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos".

O brasileiro está nos Estados Unidos desde 1969, quando tinha 17 anos de idade. Acompanhou o pai, oficial da Força Aérea Brasileira, que foi trabalhar na Comissão Aeronáutica Brasileira, em Washington. Ramon de Paula é engenheiro eletrônico e fez especialização em engenharia nuclear.

"Há muitos, muitos riscos e incertezas", disse Edward Weiler, administrador da divisão científica da Nasa. Desde o início dessas missões de exploração ao planeta vermelho, 55% das sondas enviadas para pouso em Marte fracassaram, ele disse. Conforme lembrou o site Terra, "para chegar ao gelo, é preciso primeiro atravessar o fogo. A espaçonave precisa sobreviver à temperatura elevada da entrada na atmosfera e depois à arriscada aterrissagem no planeta".

O engenheiro afirmou à Folha Online que "estamos cientes dos riscos e das dificuldades. Mas achamos que é importante entender o Pólo Norte de Marte, saber o que aconteceu com a água, com o clima, como ele mudou. Isso pode beneficiar a gente aqui na Terra"

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Analgésicos podem ser a causa de dor de cabeça

Por Jorge Alexandre Machado

A ingestão excessiva de analgésicos é apontada como uma das principais causas da dor de cabeça. A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) previne sobre o perigo da automedicação e sobre a importância de um diagnóstico correto, feito por especialistas.

Segundo o Departamento de Cefaléia da ABN, cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com dor de cabeça. As mulheres são as que mais sentem : 76%, contra 57% dos homens. Nos jovens, 39% das crianças até 6 anos já conhecem a cefaléia, e aos 15 anos, o percentual é de 70%, conforme relata a Agência Brasil.

A médica do Departamento de Cefaléia da ABN, Patricia Peixoto, diz que algumas dores de cabeça ficam mais fortes e freqüentes com o passar do tempo, evoluindo para enxaquecas crônicas. Ela orienta que o consumo de analgésicos não pode ultrapassar dois a três dias por semana e deve ser indicada por um especialista.

Patricia Peixoto explica ainda que "para obter um diagnóstico mais preciso sobre as causas da dor de cabeça deve-se recorrer à cefaliatria, subespecialidade da neurologia".

VER VÍDEO

Preços dos alimentos continuam em alta

Por Jorge Alexandre Machado

O relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alerta que os preços dos alimentos no mundo devem continuar altos. A informação é da Agência Brasil. Os países pobres que importam mais alimentos do que exportam serão os mais afetados, já que este ano terão um aumento previsto de 40% em relação ao ano passado.


"Comida não é mais um produto barato como no passado. O aumento no preço dos alimentos deve fazer com que os níveis inaceitáveis de privações sofridos por 854 milhões de pessoas piorem ainda mais", disse o diretor-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem.

A entidade entende que as condições do mundo estão melhores para lidar com uma crise global de alimentos. No entanto, a produção de biocombustíveis deve impedir que a produção de alguns alimentos também aumente, afirma a agência. Para o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, apesar das críticas à produção de biodiesel sob a alegação de que a cultura da cana “roubaria” espaço da produção de alimentos, é importante que o país abra novas fronteiras.

Hoje na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "o Brasil precisa criar mecanismos para estimular a produção de alimentos, já que no mundo todo se discute isso".

domingo, 18 de maio de 2008

Morre a escritora Zélia Gattai

Por Jorge Alexandre Machado


Aos 91 anos, morre Zélia Gattai. Viúva de Jorge Amado, ela estava hospitalizada, após passar por uma cirurgia para a desobstrução do intestino, provocada por um tumor e ontem (17) não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.

Em 2001, ela foi eleita para a Academia Brasileira de Letras,na sucessão do marido Jorge Amado. Zélia Gattai conheceu seu Amado, em 1945 e a união dos escritores ocorreu meses depois. Memorialista, romancista e fotógrafa, o livro de estréia foi "Anarquistas, Graças a Deus".

O corpo da escritora está sendo velado na capela F, do Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Ele será cremado, no final da tarde deste domingo e as cinzas vão se juntar às do marido, Jorge Amado, aos pés da mangueira que fica na famosa casa 33, na Rua Alagoinhas, local em que viveram quase 40 anos.

VER VÍDEO SOBRE A ESCRITORA

Nova CPMF à vista

Por Jorge Alexandre Machado

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, o governo vai decidir na próxima segunda-feira (19), uma forma de aumentar a arrecadação para investir na área da saúde. Segundo a Agência Brasil, o objetivo é compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a provável aprovação da Emenda à Constituição nº 29, que obriga o governo a investir R$ 20 bilhões em saúde até 2010.

Reunidos no dia 14/5, Múcio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) e o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão chegaram a conclusão de que, sem uma nova fonte de receita, não será possível cumprir as obrigações previstas na Emenda 29, caso aprovada.

O ministro confirmou que o governo estuda criar um novo imposto sobre movimentações financeiras, com alíquota de 0,08%, e elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado da indústria do cigarro, informa a Agência.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ex-ministra retoma mandato de senadora

Por Jorge Alexandre Machado

Marina Silva declarou hoje que continuará seu mandato no Senado e buscará força política para continuar seus projetos de sustentabilidade. Em carta endereçada aos servidores do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama, do Instituto Chico Mendes, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Serviço Florestal Brasileiro e do Jardim Botânico e publicada na página do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, na internet, ela declarou “voltarei ao Congresso Nacional na busca da sustentabilidade política fundamental para consolidação da agenda de desenvolvimento sustentável”

Na sua carta de demissão, Marina Silva revela dificuldades para implementar a agenda ambiental e afirma “as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental".

De acordo com o Jornal Nacional, o governo anunciou que Carlos Minc vai assumir o Ministério do Meio Ambiente, após negociação entre o secretário e o presidente Lula.


VER INFOGRAFIA MARINA SILVA

VER MATÉRIA DO JORNAL NACIONAL

domingo, 11 de maio de 2008

Tuberculose tem 100 milhões de novos casos por ano

Por Jorge Alexandre Machado

De acordo com a Agência Fiocruz de Notícias, dois bilhões de pessoas em todo o mundo estão infectados pelo bacilo de Koch, o responsável pela tuberculose. O Brasil ocupa a 16a. posição na lista dos 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo. Ele é o único das Américas a figurar neste ranking, que tem a Índia liderando, seguido de China, Indonésia, África do Sul e Nigéria.

Por aqui, estima-se um contingente de 50 milhões de infectados no país. Isso representa cerca de 111 mil novos casos, com 6 mil óbitos por ano. Segundo Dráurio Barreira, coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, do Ministério da Saúde , "no Brasil, a tuberculose é a nona causa de internações causadas por doenças infecciosas (DI), a sétima em gastos com internações no SUS e a quarta causadora de mortes". O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de casos, 12 mil por ano, e 85 doentes para cada 100 mil habitantes. Esse número representa mais que o dobro da média nacional, situado atualmente em 40,8 casos por 100 mil.

Esse cenário explica a prioridade que o governo brasileiro vem dando ao combate à doença, desde 2003. Segundo a Agência Fiocruz de Notícias, atualmente, o Ministério da Saúde calcula ter alcançado 70% de detecção da doença, enquanto a cura estaria em 77%. A agência acrescenta que o governo criou força-tarefa de consultores para estados e municípios no esforço de reduzir à metade o número de óbitos até 2010.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Embora a tuberculose esteja associada com doença pulmonar, ela pode afetar outros órgãos, como os rins, os órgãos genitais, o intestino delgado, os ossos, entre outros. Em adultos tem maior incidência a tuberculose pulmonar, contraída pelo sistema respiratório. Em crianças, normalmente, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado.

Os sintomas assemelham-se aos da gripe ou do resfriado comum. Podem surgir febre, tosse seca, sudorese noturna e emagrecimento. Porém, existe um período de incubação que varia de seis semanas até muitas décadas, de acordo com as condições de saúde de cada pessoa. Para prevenir, é preciso aplicar nas crianças a vacina BCG, priorizar o consumo de leite pasteurizado ou fervido, além da melhoria das condições, especialmente, de habitação, trabalho e alimentação
.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

WWF-Brasil incentiva velejadores a defender o cuidado com a água

Por Jorge Alexandre Machado

O WWF-Brasil participa do Campeonato Brasileiro de Vela Classe Star, que está sendo realizado em Brasília. O campeonato acontece no Lago Paranoá e é sediado pelo Iate Clube de Brasília, onde foi instalado o filtro gigante utilizado no Dia Mundial da Água, comemorado em março passado.

De acordo com o WWF-Brasil, o evento "tem por objetivo encorajar os velejadores a empunharem a bandeira do cuidado com a água". O campeão no esporte,Lars Grael, participa desta etapa do campeonato e diz: "a água é o meio onde praticamos nosso esporte. Nada mais coerente do que protegermos estes recursos". No ano passado, Lars Grael foi nomeado Embaixador das Águas do WWF-Brasil.

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira, sediada em Brasília, dedicada à conservação da natureza, por meio da harmonia entre a atividade humana e a conservação da biodiversidade. Desde 1996, quando foi criada, a instituição desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, "uma das maiores redes independentes de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários", segundo a instituição.

O Campeonato vai até domingo, dia 4, e tem Lars Grael como grande favorito ao título. nessa temporada.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Humanos e robôs em lua-de mel

Por Jorge Alexandre Machado

Humanos e robôs se casarão até a metade deste século. Essa afirmação é do pioneiro da computação David Levy, 62, em entrevista para a revista Scientific American. Para ele, os avanços na computação e na robótica permitirão o casamento legal entre o Homo Sapiens e o Robô, que parece virá a ser igualmente Sapiens. A teoria avalia que os humanos com problemas para realizar adequadamente conexões emocionais e sexuais com seus semelhantes poderão vir a direcionar essas necessidades básicas para os robôs.

Levy conta que, em 2003, começou a pesquisar esse assunto com mais profundidade. Antes já havia se perguntado "Não seria interessante se houvesse pessoas artificiais com quem pudéssemos conversar?". Durante essas pesquisas encontrou uma quantidade tão grande de material, diz ele, que resolveu aprofundar no estudo das relações emocionais humanas com computadores, inclusive quanto à viabilidade de relações sexuais. O trabalho resultou no livro Love and Sex with Robots que ele dedica "a todos que se sentem perdidos e sem esperança nas relações, para que saibam que um dia terão a possibilidade de se relacionar com robôs".

Quanto à questão do envolvimento emocional, Levy acredita que as pessoas poderão se apaixonar pelos robôs e avalia "não é que as pessoas se apaixonarão por um algoritmo, mas por uma simulação convincente de um ser humano" e acrescenta: "nem tudo é o que parece ser e simulações podem ser bem convincentes".

A escolha do parceiro, robô, ideal poderá ter opções como: o subserviente total, que concorde com tudo, e aqueles que provocam um pouco mais de conflito no relacionamento. "A maioria das pessoas pode desejar robôs que digam ocasionalmente: não quero fazer isso e que rejeitem certos pedidos. Isso poderia ser programado, isto é, o nível de desacordo desejado", antevê Levy.

O estudioso não acha que as relações amorosas com robôs venham a acabar com as relações entre os humanos ou traria prejuízos, de alguma forma. As pessoas que "sentem um vazio emocional e sexual, por uma série de razões é que poderiam se beneficiar com os robôs", entende ele. Haveria também envolvimentos com o andróide por curiosidade ou para não ficar atrás dos amigos e vizinhos que já experimentaram a novidade.

Levy compara que apaixonar-se em uma sala de bate-papo na internet, muito comum nos dias atuais, não é muito diferente de gamar por um robô. Afinal, argumenta ele, "não importa quem esteja do outro lado da linha. Só importam sua experiência e percepção."

O que o trabalho não informa é se as robôs femininas sentirão dor de cabeça em momentos totalmente inadequados para o homem, quantas vezes por dia as andróides irão querer discutir a relação e nem se estará resolvida a questão da posição correta da tampa do vaso. Já no caso dos robôs masculinos, o que não fica esclarecido é se o futebol e o encontro com os amigos, robóticos ou humanos, irão privar constantemente as humanas do aconchego maior de seus robôs e também se eles irão cair no sono imediatamente a um download amoroso.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Carga tributária consome metade da vida do brasileiro

Por Jorge Alexandre Machado

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT revelou que, no Brasil, quem nascer em 2008 trabalhará metade da vida para pagar tributos. Segundo o estudo do IBPT, neste ano, o brasileiro trabalhará até 27 de maio somente para pagar impostos, taxas e contribuições.
Acrescenta que, em 1900, aqui no Brasil, a expectativa de vida era de 33,4 anos e a de pagamento de tributos de 3,92. Hoje o tempo de vida está estimado em 72,3 anos e o de pagamento de tributos calculado em 29,29 anos. Em 108 anos, enquanto a longevidade aumentou 116%, a expectativa de pagamento de tributos cresceu 245%.

As mordidas do leão ocorrem por meio do Imposto de Renda Pessoa Física, incidente sobre os rendimentos como salários e honorários, das contribuições previdenciárias e sindicais, daquelas que incidem sobre o consumo e já estão incluídas no preço dos produtos como o PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, entre outros, e as relativas ao patrimônio, como, por exemplo, o IPVA e o IPTU, sem contar outras taxas e contribuições que tornam a carga tributária brasileira uma das mais elevadas em comparação com outros países.

Para efeito de comparação, a pesquisa realizou levantamento, em alguns países, dos dias em que se trabalha por lá para pagar os tributos devidos:



  • SUÉCIA - 185 dias

  • FRANÇA - 149 dias

  • ESPANHA - 137 dias

  • EUA - 102 dias

  • ARGENTINA - 97 dias

  • CHILE - 92 dias

  • MÉXICO - 91 dias