domingo, 25 de janeiro de 2009

Calor nos Polos

Divulgação
Por Jorge Alexandre Machado

A revista Nature publicou artigo nesta quinta-feira (22/1) revelando que o aquecimento no oeste da Antártica é maior do que o esfriamento no leste e, na média, as temperaturas no continente estão mais elevadas do que há meio século.

O que os cientistas pensavam era que, enquanto o resto do mundo aquecia, grande parte da Antártica tornava-se cada vez mais fria. “O oeste da Antártica é muito diferente do leste e há uma barreira física, as montanhas Transantárticas, que separa os dois lados”, avalia Eric Steig, diretor do Centro de Pesquisa Quaternária da Universidade de Washington e um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento no lado ocidental tem sido maior do que 0,1ºC por década, nos últimos 50 anos, ou seja, um total de 0,5ºC no período. Satélites ajudam a calcular a temperatura superficial por meio da medição da intensidade de luz infravermelha radiada pelo gelo.

Enquanto o planeta esquenta e seus efeitos se fazem sentir na mudança total do clima em todos os hemisférios, com efeitos devastadores em muitas regiões, as ações de conservação esfriam ou emperram, permitindo a devastação de florestas, a emissão cada vez maior de carbono na atmosfera e a poluição dos rios e mares.

Mais calor nos Polos pode ser sinônimo de mais inundações, mais devastações, mais desequilíbrio ambiental. Parece que a globalização ainda carece de uma organização global para que se migre da visão local ou regional para uma consciência global, de forma a preservar o planeta e, com isso, a nossa própria espécie. Parece tão óbvio, mas tão distante...

O artigo Warming of the Antarctic ice-sheet surface since the 1957 International Geophysical Year, de Eric Steig e outros, está disponível para assinantes da revista Nature em www.nature.com.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Encontrado refúgio de araras-azuis

Foto: Elza Fiuza/ABr
Por Jorge Alexandre Machado

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Arara-Azul descobriram um refúgio com 28 ninhos de araras-azuis na Floresta Nacional dos Carajás, no sudeste do estado do Pará, conforme divulgou a Agência Brasil.
Em entrevista à Rádio da Amazônia, da EBC, a bióloga Sílvia Presti comentou: “é um estudo inicial, mas foi interessante, pois conseguimos identificar os hábitos alimentares das araras, as áreas de ocorrência de ninho e coletamos sangue para estudo genético, que é importante para plano de conservação".
A USP quer conhecer a genética da arara-azul, comparando-a com as diferentes populações da espécie no Brasil. De acordo com a bióloga, apesar de que o maior número de araras-azuis está concentrado no Pantanal., a região entre os estados da Bahia, do Piauí e de Tocantins também conta com uma população da espécie, pouco pesquisada. “O estudo nessa área é dificultoso, pois os ninhos são instalados em paredões e não em árvores”, informou a pesquisadora.
Uma das principais ameaças contra a espécie é o tráfico de animais. De acordo com Sílvia, existe um número razoável de araras-azuis na natureza, mas são necessárias ações de conservação e de conscientização da população para evitar a extinção. “Estamos lutando muito em prol dessa população. Cultivando a arara-azul a gente não preserva só a espécie, mas todo o ambiente em que a espécie está inserida”, afirma a bióloga.

Faixa de Gaza sob intenso bombardeio

Por Jorge Alexandre Machado

Forças Armadas de Israel intensificam os ataques à Faixa de Gaza com mais de 40 bombardeios aéreos durante esta madrugada (10). São 14 dias de ofensiva na região. O alvo, segundo militares israelenses, seriam os túneis usados para contrabandear armas e locais usados para o lançamento de foguetes contra Israel.
As milícias palestinas lançaram pelo menos oito foguetes contra Israel, quatro deles contra a cidade de Ashkelon e o restante contra comunidades rurais. O número de mortos na faixa de Gaza já soma 820, dos quais cerca de 200 seriam civis. Os feridos totalizam 3,3 mil. Israel contabiliza entre civis e militares, 15 mortes e centenas de pessoas feridas.

Após reunião com seu colega do Egito, Hosni Mubarak, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou que seu principal objetivo no momento é deter a agressão israelense contra a Faixa de Gaza. Abbas lamentou a rejeição do Hamas e de Israel à recém-aprovada resolução do Conselho de Segurança da ONU para um imediato cessar-fogo em Gaza e avaliou que "é necessário um acordo sem demora".
A caminho de se encerrar a primeira década do século XXI, com avanços grandiosos em várias áreas do conhecimento humano, especialmente no campo da tecnologia e das comunicações, é difícil se aceitar a resolução de conflitos por meio de guerras ou verdadeiras carnificinas como essa que estamos assistindo no momento.

Será que órgãos de inteligência, bem estruturados e capacitados não poderiam desarticular organizações terroristas com mais êxito? Será que uma ação séria e global não poderia resolver esse eterno problema de territórios no oriente médio? Será que a ONU não poderia realmente funcionar como uma organização das nações unidas?

Neste século XXI, o grande desafio da humanidade deve ser o de superar o seu instinto primitivo e irracional para utilizar mais a inteligência de que tanto se orgulha e que acredita que a diferencia das demais espécies, pois o que se vê cada vez mais claro é que, apesar dos progressos que aparentemente nos coloca em um patamar de civilização avançada, algo na raça humana não quer deixar de ser animal.