sábado, 10 de janeiro de 2009

Faixa de Gaza sob intenso bombardeio

Por Jorge Alexandre Machado

Forças Armadas de Israel intensificam os ataques à Faixa de Gaza com mais de 40 bombardeios aéreos durante esta madrugada (10). São 14 dias de ofensiva na região. O alvo, segundo militares israelenses, seriam os túneis usados para contrabandear armas e locais usados para o lançamento de foguetes contra Israel.
As milícias palestinas lançaram pelo menos oito foguetes contra Israel, quatro deles contra a cidade de Ashkelon e o restante contra comunidades rurais. O número de mortos na faixa de Gaza já soma 820, dos quais cerca de 200 seriam civis. Os feridos totalizam 3,3 mil. Israel contabiliza entre civis e militares, 15 mortes e centenas de pessoas feridas.

Após reunião com seu colega do Egito, Hosni Mubarak, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou que seu principal objetivo no momento é deter a agressão israelense contra a Faixa de Gaza. Abbas lamentou a rejeição do Hamas e de Israel à recém-aprovada resolução do Conselho de Segurança da ONU para um imediato cessar-fogo em Gaza e avaliou que "é necessário um acordo sem demora".
A caminho de se encerrar a primeira década do século XXI, com avanços grandiosos em várias áreas do conhecimento humano, especialmente no campo da tecnologia e das comunicações, é difícil se aceitar a resolução de conflitos por meio de guerras ou verdadeiras carnificinas como essa que estamos assistindo no momento.

Será que órgãos de inteligência, bem estruturados e capacitados não poderiam desarticular organizações terroristas com mais êxito? Será que uma ação séria e global não poderia resolver esse eterno problema de territórios no oriente médio? Será que a ONU não poderia realmente funcionar como uma organização das nações unidas?

Neste século XXI, o grande desafio da humanidade deve ser o de superar o seu instinto primitivo e irracional para utilizar mais a inteligência de que tanto se orgulha e que acredita que a diferencia das demais espécies, pois o que se vê cada vez mais claro é que, apesar dos progressos que aparentemente nos coloca em um patamar de civilização avançada, algo na raça humana não quer deixar de ser animal.







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