sábado, 28 de março de 2015

POLÍTICO OU SAPO MUTANTE

Foi descoberto, no Equador, uma espécie de sapo "que pode mudar a textura da pele para se camuflar", diz o jornal Correio Braziliense de hoje.Segundo o periódico, o Pristimantis mutabilis, seu nome científico, foi localizado na Reserva Las Gralarias e, se colocado sobre um musgo, apresenta visual espinhoso, mas, em cima de uma superfície de plástico, logo assume a pele lisa. Embora a matéria esteja, de forma muita acertada, na editoria  "Ciência", também poderia estar na "Política", com algumas adaptações, pois nos lembra muito a espécie de políticos que temos em nosso País. Na época das eleições, camuflam-se de forma tão perfeita que todos acreditamos em suas promessas, temos a certeza de seus bons propósitos pelo sorriso afável e confiamos que caminharemos juntos, porque ali está, bem perto de nós, o nosso representante, que logo saberemos ser um mutante. Quando chega a hora do resultado eleitoral, nesse momento, ocorre o fenômeno que, para muitos, continua sem explicação: a mutação. Aí lembramos daquela pele lisa que em outro ambiente pode se tornar espinhosa. Não conseguimos mais proximidade e nem reconhecemos aquela criatura transformada e que nos transtorna a todos.No fim da matéria, o jornal comenta "Os cientistas descobriram que o processo de mudança leva três minutos..." Só então percebemos alguma diferença entre as duas espécies. No caso do nosso político, a mudança leva o tempo da campanha eleitoral, que com certeza se arrasta por alguns meses. E para aquelas românticas que pensam no sapo como um possível príncipe, eu relembro as palavras de Cássia Eller na música Malandragem, de Cazuza e Frejat "Quem sabe o príncipe virou um chato. Que vive dando no meu saco. Quem sabe a vida é não sonhar".

quinta-feira, 19 de março de 2015

DÓLAR NA GANGORRA

A cotação do dólar, hoje, voltou a subir e atingiu R$ 3,30, maior valor desde abril de 2003. Já o euro fechou a R$ 3,51, com aumento de 0,73%. Impulsionado pela tendência de alta da moeda norte-americana no exterior, pelos conflitos políticos entre Governo e base aliada e os rumos tortuosos da economia, o dólar segue seu efeito gangorra e cria incertezas sobre uma possível estabilidade da moeda. No entanto, segundo Silvio Campos Neto, economista da Consultoria Tendências. a moeda deve fechar o ano cotada a R$ 3,06.