sábado, 23 de maio de 2009

Educação Corporativa na Universidade Fernando Pessoa

Por Jorge Alexandre Machado

A Universidade Fernando Pessoa lança oferta da UFP CORPORATE EDUCATION para 2009/2010. Dia 26 de Maio fará apresentação pública dos cursos, no Salão Nobre da UFP-Porto (pode ser acompanhada via internet, em live streaming), às 18h00.


Programação:

18:00 horas – Sessão de Abertura com breve apresentação da UFP CORPORATE EDUCATION;

18:15 mins Apresentação dos parceiros e respectivas assinaturas de protocolos, com as entidades;

18:45 mins Apresentação das Ofertas de Educação Pós-Graduada.

Para a UFP, "um projeto de educação corporativa começa sempre pela existência de uma parceria entre a Universidade e uma organização (empresarial, estatal, municipal, associação representativa de determinado sector, etc.) que acredita na importância da qualificação dos seus recursos humanos como forma de ganhar competitividade".

As confirmações de presença (física ou via Internet) poderão ser efetuadas nos telefones 225071365 ou 932652675, ou ainda pelo email licinia@ufp.edu.pt





Fonte: Alice Gonçalves (Portugal)





sexta-feira, 1 de maio de 2009

Além de febre, tosses e espirros

Por Jorge Alexandre Machado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou hoje que o número de casos oficialmente confirmados de contágio pela gripe suína é de 331, espalhados em 11 países, e já causou 10 mortes até agora.

Os Estados Unidos têm 109 casos e uma morte e o México, 156 e 9 mortes. Outras incidências da doença foram confirmadas na Áustria (1), Canadá (34), Alemanha (3), Israel (2), Holanda (1), Nova Zelândia (3), Espanha (13), Suíça (1) e Grã-Bretanha (8).


Mais do que espirros, tosses e outros desconfortos, o vírus, referido pela OMS, como influenza A (H1N1), tem feito muitos estragos pelo mundo também no processo de desenvolvimento, que vinha acelerado pela globalização. Antes da praga, o planeta parecia caminhar para a tão sonhada aldeia global: comércio livre entre países, turismo crescente, migrações e emigrações. Agora, após o nível de alerta 5 (pandemia iminente), o quadro é de medo generalizado que passou a criar até um novo acessório unissex, cada vez mais procurado, para uso diário: a máscara.


O pânico tem gerado uma febre de medidas que leva à “desglobalização”, como o fechamento de aeroportos, proibição de ir e vir, restrições ao comércio de alimentos, especialmente da carne de porco e mais xenofobia. Se não bastasse a crise financeira mundial, que por sinal nem se fala mais tanto, os “sintomas” dessa nova doença no cenário mundial é de retração, atraso, problemas nas relações interpessoais, além do agravamento da crise econômica em diversos países, como o México. A crise financeira e a Influenza têm intimado o mundo a se rearranjar e reinventar.


Além de vacinas e remédios para tratamento do mal nas pessoas, há que se atuar também na prevenção dos efeitos devastadores que esse vírus pode causar na humanidade, no que se refere ao processo de evolução, de desenvolvimento econômico e, principalmente das relações humanas. De outra forma, o surto pode passar, mas deixará, uma população de mascarados, com lembranças vivas de uma Influenza altamente negativa em nossa história.


A primeira coisa a fazer, talvez seja a conscientização de todos sobre esses outros efeitos da gripe, chamada suína, que não são detectados clinicamente. Por isso tenho fé na internet e nas redes sociais.


SAIBA MAIS

domingo, 19 de abril de 2009

Brasília, meu destino

Foto: Luciana Machado
por Jorge Alexandre Machado
REEDIÇÃO EM HOMENAGEM AOS 50 ANOS DE BRASÍLIA


O asfalto parecia rolar velozmente sob meu olhar estático e distante, enquanto os pensamentos ricocheteavam entre as imagens de um Rio de Janeiro que ia ficando pelo caminho e uma cidade tão longe e desconhecida que assombrava os meus sonhos adolescentes.

Entardecia, quando olhei para a porta do ônibus, antes de embarcar naquela viagem insólita, e estremeci ao acompanhar o motorista selar o meu destino em tinta branca: RIO/BRASÍLIA. Quando virou para mim, eu senti escárnio em seu sorriso. O que seria de mim? pensava. O que seria do Rio de Janeiro sem mim, pretensioso, me perguntava. O que seria Brasília? calculava.

Sabia só que era a capital inacabada de um país torturado e emudecido pela ditadura daqueles anos 70 que começavam. De imagens, só aquelas da inauguração da cidade na Revista Manchete. Ali, o Congresso, com seus pratos fundos, era uma obra que me enchia de admiração e respeito. Ao lado, o fundador, com seu sorriso largo e os olhos cerrados, parecia não querer encarar o que fez comigo e com o Brasil. Capital é o meu Rio de Janeiro, esculachava-o.

Na serra de Petrópolis pude conhecer e admirar a mata atlântica, não só pela beleza da floresta nativa, mas pela garra em ainda resistir em suas raízes e não sair de lá. Dentro do ônibus, os passageiros se tornavam mais íntimos e muitos planos eram arquitetados em uma babel ensurdecedora. A esperança na nova terra era o único tom que parecia inteligível naquela algazarra sem fim.

Em Juiz de Fora, ao descer na primeira parada e olhar ao redor, senti no solo mineiro a sensação de liberdade que acho que só os viajantes conhecem bem. A liberdade de ir, ainda que não voltem. A liberdade de descobrir, a liberdade de conhecer, a liberdade de mudar.

O queijo de João Pinheiro, saboreado no balcão da mercearia, em meio a um “causo” contado pelo comerciante, com sotaque que mais parecia língua estrangeira, mexeu com minhas certezas e arrogâncias. Havia um mundo além de mim, além do meu, estrada-além.

Reembarquei já com gosto de viagem. Atrás de mim um garoto recém-entrado na adolescência não parava de citar as capitais de quase todos os países do mundo e as alturas dos picos mais esdrúxulos e desconhecidos de meu universo cultural. Como ele conhecia tudo isso, guardava na cabeça e ainda vociferava impune? entediado, eu me indagava.

Ao passar por Belo Horizonte, resolvi fazer comigo um jogo de observação das pessoas que no quadro da janela se multiplicavam. Elas, indiferentes à minha sorte, transitavam suas vidas naquelas avenidas largas, naquela manhã que também clareava a minha mente para as diferenças culturais e para a diversidade desse país que havia horas eu percorria extasiado.

Paracatu foi a última parada. O momento em que meu coração disparou ao me dar conta de que, na próxima descida, meus pés já incrivelmente intumescidos fincariam definitivamente na nova capital. Mas, estranhamente, o gosto da viagem havia me mudado um pouco. Os rios e riachos, florestas e cerrados, mineiros e goianos, montanhas e planaltos tinham mudado algo dentro de mim.
Ao entrar em Goiás, o cerrado me sobressaltou e voltei a temer pelo meu destino. Aquelas figuras tortas, secas, em meio a um horizonte nunca visto e a perder de vista me causavam aflição e solidão. Onde estão as pessoas? especulava. Com os pés mais inchados, procurava novas paisagens, mas não havia. Aos meus olhos, só cerrado e aos meus ouvidos aquele garoto a discursar sobre as características daquela vegetação e da região, a meu ver totalmente inóspita.

Entardecia de novo quando o ônibus entrou pelo eixão sul e me apresentou Brasília com seus traçados mágicos, com seu astral misterioso, com sua acolhida, naquela época, um tanto fria. Despejou-nos na Rodoviária. Nós, cambaleantes e exaustos, seguimos para a Asa Norte, nosso novo lar. No caminho perguntei ao meu pai: que monumento é esse maravilhoso? Somente após estrondosas e sarcásticas gargalhadas de todos em volta pude saber que era apenas a lua que naquele mês de março se debruçava no horizonte, próxima àqueles pratos fundos que agora não mais tinham ao lado, nem em lugar algum do planalto, o fundador da Capital. Senti remorsos pelos esculachos.

Hoje, por entre nuvens muitas vezes negras, outras vezes brancas, meu olhar se detém no traçado belo, no desenho mágico de uma cidade que me conquistou. No formato incrível do plano que se fez piloto de meus planos, o sinal da cruz é o agradecimento ou louvor a essa viagem eterna que é morar em Brasília.

E quando o avião toca no solo dessa capital, em cada viagem que faço por todo o país, sinto sempre a emoção daquela primeira viagem. A mesma sensação de liberdade de ir, mas com a certeza de sempre vir e ficar por aqui.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Calor nos Polos

Divulgação
Por Jorge Alexandre Machado

A revista Nature publicou artigo nesta quinta-feira (22/1) revelando que o aquecimento no oeste da Antártica é maior do que o esfriamento no leste e, na média, as temperaturas no continente estão mais elevadas do que há meio século.

O que os cientistas pensavam era que, enquanto o resto do mundo aquecia, grande parte da Antártica tornava-se cada vez mais fria. “O oeste da Antártica é muito diferente do leste e há uma barreira física, as montanhas Transantárticas, que separa os dois lados”, avalia Eric Steig, diretor do Centro de Pesquisa Quaternária da Universidade de Washington e um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento no lado ocidental tem sido maior do que 0,1ºC por década, nos últimos 50 anos, ou seja, um total de 0,5ºC no período. Satélites ajudam a calcular a temperatura superficial por meio da medição da intensidade de luz infravermelha radiada pelo gelo.

Enquanto o planeta esquenta e seus efeitos se fazem sentir na mudança total do clima em todos os hemisférios, com efeitos devastadores em muitas regiões, as ações de conservação esfriam ou emperram, permitindo a devastação de florestas, a emissão cada vez maior de carbono na atmosfera e a poluição dos rios e mares.

Mais calor nos Polos pode ser sinônimo de mais inundações, mais devastações, mais desequilíbrio ambiental. Parece que a globalização ainda carece de uma organização global para que se migre da visão local ou regional para uma consciência global, de forma a preservar o planeta e, com isso, a nossa própria espécie. Parece tão óbvio, mas tão distante...

O artigo Warming of the Antarctic ice-sheet surface since the 1957 International Geophysical Year, de Eric Steig e outros, está disponível para assinantes da revista Nature em www.nature.com.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Encontrado refúgio de araras-azuis

Foto: Elza Fiuza/ABr
Por Jorge Alexandre Machado

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Arara-Azul descobriram um refúgio com 28 ninhos de araras-azuis na Floresta Nacional dos Carajás, no sudeste do estado do Pará, conforme divulgou a Agência Brasil.
Em entrevista à Rádio da Amazônia, da EBC, a bióloga Sílvia Presti comentou: “é um estudo inicial, mas foi interessante, pois conseguimos identificar os hábitos alimentares das araras, as áreas de ocorrência de ninho e coletamos sangue para estudo genético, que é importante para plano de conservação".
A USP quer conhecer a genética da arara-azul, comparando-a com as diferentes populações da espécie no Brasil. De acordo com a bióloga, apesar de que o maior número de araras-azuis está concentrado no Pantanal., a região entre os estados da Bahia, do Piauí e de Tocantins também conta com uma população da espécie, pouco pesquisada. “O estudo nessa área é dificultoso, pois os ninhos são instalados em paredões e não em árvores”, informou a pesquisadora.
Uma das principais ameaças contra a espécie é o tráfico de animais. De acordo com Sílvia, existe um número razoável de araras-azuis na natureza, mas são necessárias ações de conservação e de conscientização da população para evitar a extinção. “Estamos lutando muito em prol dessa população. Cultivando a arara-azul a gente não preserva só a espécie, mas todo o ambiente em que a espécie está inserida”, afirma a bióloga.

Faixa de Gaza sob intenso bombardeio

Por Jorge Alexandre Machado

Forças Armadas de Israel intensificam os ataques à Faixa de Gaza com mais de 40 bombardeios aéreos durante esta madrugada (10). São 14 dias de ofensiva na região. O alvo, segundo militares israelenses, seriam os túneis usados para contrabandear armas e locais usados para o lançamento de foguetes contra Israel.
As milícias palestinas lançaram pelo menos oito foguetes contra Israel, quatro deles contra a cidade de Ashkelon e o restante contra comunidades rurais. O número de mortos na faixa de Gaza já soma 820, dos quais cerca de 200 seriam civis. Os feridos totalizam 3,3 mil. Israel contabiliza entre civis e militares, 15 mortes e centenas de pessoas feridas.

Após reunião com seu colega do Egito, Hosni Mubarak, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou que seu principal objetivo no momento é deter a agressão israelense contra a Faixa de Gaza. Abbas lamentou a rejeição do Hamas e de Israel à recém-aprovada resolução do Conselho de Segurança da ONU para um imediato cessar-fogo em Gaza e avaliou que "é necessário um acordo sem demora".
A caminho de se encerrar a primeira década do século XXI, com avanços grandiosos em várias áreas do conhecimento humano, especialmente no campo da tecnologia e das comunicações, é difícil se aceitar a resolução de conflitos por meio de guerras ou verdadeiras carnificinas como essa que estamos assistindo no momento.

Será que órgãos de inteligência, bem estruturados e capacitados não poderiam desarticular organizações terroristas com mais êxito? Será que uma ação séria e global não poderia resolver esse eterno problema de territórios no oriente médio? Será que a ONU não poderia realmente funcionar como uma organização das nações unidas?

Neste século XXI, o grande desafio da humanidade deve ser o de superar o seu instinto primitivo e irracional para utilizar mais a inteligência de que tanto se orgulha e que acredita que a diferencia das demais espécies, pois o que se vê cada vez mais claro é que, apesar dos progressos que aparentemente nos coloca em um patamar de civilização avançada, algo na raça humana não quer deixar de ser animal.