Por Jorge Alexandre MachadoHoje (22/07) a população acordou extasiada com as notícias veiculadas na mídia sobre os diálogos gravados pela Polícia Federal, com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, que confirmam a prática de nepotismo no Senado pela família Sarney e mostra a ligação de José Sarney (PMDB-AP), com o ex-diretor-geral Agaciel Maia na concessão de favores por meio de atos secretos. Em uma das ligações, Fernando Sarney, filho do Presidente do Senado, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes, como se a vaga fosse de propriedade da família.
Sarney já disse desconhecer os atos secretos e, com a ajuda do Presidente Lula,vem defendendo ser tratado diferente dos mortais pelos serviços prestados à nação. Há quem possa alegar que ele é diferente: é um imortal, mas isso só na Academia Brasileira de Letras. Não se sabe onde foi estabelecido que bons serviços prestados à nação, ao Estado que representa ou a quem quer que seja conceda anistia prévia a qualquer cidadão (imortal ou não), permitindo a prática de ações condenáveis seja sob o aspecto, moral, ético e contrariando preceitos constitucionais por quem inclusive ajudou a escrevê-los.
Sarney já disse desconhecer os atos secretos e, com a ajuda do Presidente Lula,vem defendendo ser tratado diferente dos mortais pelos serviços prestados à nação. Há quem possa alegar que ele é diferente: é um imortal, mas isso só na Academia Brasileira de Letras. Não se sabe onde foi estabelecido que bons serviços prestados à nação, ao Estado que representa ou a quem quer que seja conceda anistia prévia a qualquer cidadão (imortal ou não), permitindo a prática de ações condenáveis seja sob o aspecto, moral, ético e contrariando preceitos constitucionais por quem inclusive ajudou a escrevê-los.
As revelações de hoje não surpreendem por serem as primeiras, nem por mostrarem a verdadeira face de Sarney que todos já conhecem, senão pela história política, pelo menos pelas várias denúncias que surgiram desde janeiro deste ano. Elas chocam pela resistência dele em se manter no cargo, apesar da gravidade das acusações, pela negligência da Casa, que cria artifícios para ver se a situação se supera por decurso de prazo, pela falta de interesse da sociedade, que parece ter se acostumado com os descaminhos e desatinos dos políticos e da máquina pública e não se mobiliza com veemência para mostrar que esse tipo de comportamento é inaceitável no Brasil do século XXI.
Quanto aos supostos bons serviços prestados pelo Presidente do Senado, o Maranhão, seu Estado de origem, “ocupa a pior posição no ranking brasileiro do IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), uma adaptação do IDH para o Brasil”, segundo o PNUD. O Amapá, Estado que passou a se eleger, não tem muito a comemorar com o ilustre forasteiro. Já a nação, não tem nenhuma saudade dos tempos de Presidente do Brasil, do atual senador José Sarney. Ele deixou o país com a pior inflação da história, após o desastrado plano cruzado.
Por Jorge Alexandre Machado

Por Jorge Alexandre Machado
Por Jorge Alexandre Machado






